Stevenage, 7 de janeiro de 1985. Lewis Carl Davidson Hamilton cresceu numa cidade operária ao norte de Londres, filho de um pai que trabalhava múltiplos empregos para bancar os custos do kartismo. Sete títulos mundiais de Fórmula 1 — em 2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020 — igualando o recorde de Michael Schumacher, que por anos pareceu intocável. 105 vitórias, 104 poles e 203 pódios em 384 largadas: nenhum piloto na história da categoria chegou perto desses três números simultaneamente.
A trajetória passou por três equipes que definem épocas do esporte: a [McLaren](/pt/equipes/mclaren), onde estreou em 2007 e quase conquistou o título na primeira temporada antes de vencê-lo em 2008 no último giro do GP do Brasil, com [Felipe Massa](/pt/pilotos/massa_felipe) cruzando a linha na frente sem saber que perdera o campeonato; a [Mercedes](/pt/equipes/mercedes), onde dominou o ciclo híbrido ao lado de [Nico Rosberg](/pt/pilotos/rosberg_nico) e depois de [Valtteri Bottas](/pt/pilotos/bottas_valtteri); e a [Ferrari](/pt/equipes/ferrari), para onde foi em 2025 aos 40 anos, numa aposta que dividiu o paddock. Ao longo desse caminho, enfrentou [Max Verstappen](/pt/pilotos/verstappen_max) numa disputa pelo título de 2021 que terminou em Abu Dhabi de forma controversa, e carregou fora da pista causas que poucos pilotos tiveram coragem de abraçar publicamente. Hamilton não é apenas o piloto com mais vitórias da história — é o que mais transformou o que significa ser piloto de Fórmula 1.












