O campeonato suíço de automobilismo ganhou um nome que atravessaria gerações no dia 7 de julho de 1936, quando Joseph Siffert nasceu em Friburgo, uma cidade a 35 quilômetros de Berna. Aos 12 anos, ao acompanhar o pai até o circuito de Bremgarten para ver o Grande Prêmio da Suíça de 1948, decidiu que seria piloto. E foi. Em dez temporadas na Fórmula 1, de 1962 a 1971, venceu dois Grandes Prêmios – o primeiro deles em Brands Hatch, palco de sua futura tragédia. Fora da categoria, brilhou ainda mais: catorze vitórias no Mundial de Resistência, incluindo as 24 Horas de Daytona de 1968 e a Targa Florio de 1970. Siffert não foi campeão mundial, mas foi eleito o Desportista Suíço do Ano e deixou uma marca que o asfalto jamais apagou.

Siffert
Jo Siffert
O campeonato suíço de automobilismo ganhou um nome que atravessaria gerações no dia 7 de julho de 1936, quando Joseph Siffert nasceu em Friburgo, uma cidade a 35 quilômetros de Berna. Aos 12 anos, ao acompanhar o pai até o circuito de Bremgarten para ver o Grande Prêmio da Suíça
Brian Snelson · CC BY 2.0
Nascimento
7 de julho de 1936
Fribourg, Switzerland
Falecimento
24 de outubro de 1971
Brands Hatch, United Kingdom
Status atual
Falecido
Biografia
A história
Origens
Em Friburgo, Suíça, a 35 quilômetros de Berna, nascia em 7 de julho de 1936 Joseph Siffert, em uma família pobre. Aos 12 anos, ele foi com o pai a Berna para assistir ao Grande Prêmio da Suíça de 1948, no circuito de Bremgarten. Foi naquele dia que o menino decidiu seu destino: queria ser piloto de corridas.
O caminho até a F1
Wikipedia (pt) - URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo_Siffert
SUMMARY: Joseph Siffert foi um automobilista suíço.
Wikipedia (en) - URL: https://en.wikipedia.org/wiki/Jo_Siffert
SUMMARY: Joseph "Jo" Siffert was a Swiss racing driver, who competed in Formula One from 1962 to 1971. Siffert won two Formula One Grands Prix across 10 seasons.
SECTION (early_life) "Early life": Early life Siffert was born in 1936 in the town of Fribourg, Switzerland, 35 km (22 mi) from Bern to a poor family. Aged 12, Siffert and his father went to Bern to see the 1948 Swiss Grand Prix at the Bremgarten circuit, and it was at this event where Siffert wanted to be a racing driver.
SECTION (death) "Death": Death Siffert was killed in the non-championship World Championship Victory Race at Brands Hatch, Kent, England, the scene of his first victory in 1968. The suspension of his BRM had been damaged in a lap one incident with Ronnie Peterson, and broke later. This was not admitted by BRM until much later when it was accidentally divulged by a BRM ex-mechanic. The BRM crashed and immediately caught fire. Siffert could not free himself from the burning car.
In the subsequent Royal Automobile Club (the UK organising and regulatory representative of the FIA at the time) investigation, it was discovered that Siffert had only suffered a leg fracture in the initial crash but because three fire extinguishers failed to work properly no rescuers could reach Siffert for five minutes and he died of smoke inhalation. A fire marshall stated that if the fire extinguishers worked correctly then they could have reached Siffert within 20 seconds.
This accident led to a rapid overhaul of safety, both in-car and on circuit. On-board fire extinguishers (using BCF—bromochlorodifluoromethane, an aircraft product) became mandatory and also piped air for the drivers, direct into their helmets.
Siffert's funeral in Switzerland was attended by 50,000 people and a Gulf-Porsche 917 of Team John Wyer led the hearse and procession through the streets of Fribourg.
SECTION (legacy) "Legacy": Legacy In the final round of the 2007–08 A1GP season, at Brands Hatch, the A1 Team Switzerland car carried the message Jo 'Seppi' Siffert, 40th Anniversary, Brands Hatch. This commemorated his 1968 British Grand Prix victory at Brands Hatch.
Wikipedia (es) - URL: https://es.wikipedia.org/wiki/Jo_Siffert
SUMMARY: Joseph Siffert, más conocido como Jo Siffert, fue un piloto de automovilismo suizo. Se destacó en las carreras de resistencia, ganando 14 carreras en el Campeonato Mundial de Resistencia, incluidos los 1000 km de Nürburgring de 1968 y 1969, las 24 Horas de Daytona de 1968, la Targa Florio de 1970, y las 12 Horas de Sebring de 1968.
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O caminho de Jo Siffert até a Fórmula 1 começou cedo, mas sem dinheiro. Nascido em uma família pobre em Friburgo, Suíça, ele viu pela primeira vez um Grande Prêmio aos 12 anos, em 1948, no circuito de Bremgarten, em Berna, e decidiu que seria piloto. Sem recursos para os carros tradicionais de monopostos, Siffert começou a competir em corridas de montanha e provas de resistência na Suíça, onde a proibição de corridas em circuito após o desastre de Le Mans em 1955 limitava as opções. Ele se destacou em carros esportivos, chamando a atenção de equipes locais. Em 1962, aos 26 anos, estreou na Fórmula 1
Carreira na F1
Aos 26 anos, Jo Siffert estreou na Fórmula 1 em 1962, guiando um Lotus pela equipe Ecurie Filipinetti. A primeira temporada foi modesta, mas ele logo chamou atenção pela tenacidade. Em 1964, marcou seus primeiros pontos com uma Brabham-BRM. A grande virada veio em 1968, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em Brands Hatch: Siffert venceu pela primeira vez, pilotando um Lotus-Ford, uma vitória que o colocou no mapa. No ano seguinte, repetiu o feito em uma prova fora do campeonato, mas sua segunda e última vitória oficial no Mundial veio em 1971, na Áustria, a bordo de uma BRM. Ao longo de dez temporadas, disputou 97 Grandes Prêmios, conquistou seis pódios e duas poles. Correu por equipes como Lotus, Brabham, Cooper, March e BRM. Nunca competiu por um título, mas sua consistência e versatilidade – brilhava também nos protótipos – fizeram dele um dos pilotos mais respeitados de sua geração. Fora das pistas, sua carreira foi marcada pela luta contra as limitações de orçamento, sempre extraindo o máximo de máquinas nem sempre competitivas.
Auge
O período de maior destaque de Jo Siffert na Fórmula 1 foi concentrado em duas temporadas: 1968 e 1971. Em 1968, pela equipe privada de Rob Walker, ele conquistou sua primeira vitória na categoria, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha em Brands Hatch. Este triunfo solitário naquele ano representou um feito notável para um piloto suíço em uma equipe independente. Três anos depois, em 1971, já pilotando pela BRM, Siffert alcançou sua segunda e última vitória na F1, no Grande Prêmio da Áustria. Naquela temporada, ele somou 19 pontos, o suficiente para garantir o 4º lugar no campeonato de pilotos – sua melhor colocação final na carreira. Fora da Fórmula 1, porém, seu auge foi mais extenso e brilhante. No Campeonato Mundial de Resistência, Siffert venceu 14 corridas, incluindo clássicos como as 24 Horas de Daytona de 1968, as 12 Horas de Sebring de 1968, os 1.000 km de Nürburgring (1968 e 1969) e a Targa Florio de 1970. Foi nesse período que ele solidificou sua reputação como um dos pilotos mais versáteis e completos de sua geração.
Vida pessoal
Jo Siffert manteve uma vida pessoal discreta, longe dos holofotes que cercavam sua carreira nas pistas. Nascido em uma família pobre em Friburgo, na Suíça, sua infância foi marcada pela simplicidade. O contato com o automobilismo aconteceu aos 12 anos, quando foi com o pai a Berna para assistir ao Grande Prêmio da Suíça de 1948, no circuito de Bremgarten – momento que definiu seu destino. Não há registros públicos sobre casamento ou filhos nas fontes disponíveis, e sua residência ao longo da vida não é detalhada. Sua imagem pública era a de um piloto dedicado e tenaz, respeitado por sua versatilidade tanto na Fórmula 1 quanto nas corridas de resistência. A dimensão de sua comoção popular ficou evidente em seu funeral, realizado na Suíça, que atraiu cerca de 50 mil pessoas. O cortejo fúnebre foi liderado por um Gulf-Porsche 917 da equipe John Wyer, uma homenagem silenciosa que percorreu as ruas de Friburgo, unindo a cidade em torno da memória de seu filho mais veloz.
Depois da F1
Após a temporada de 1971, Siffert planejava se dedicar integralmente às corridas de resistência, onde já havia conquistado vitórias de prestígio como as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring em 1968. Seu talento em provas de longa duração, que lhe rendeu 14 vitórias no Campeonato Mundial de Resistência, prometia um futuro brilhante fora da Fórmula 1. A tragédia em Brands Hatch, no entanto, interrompeu abruptamente essa trajetória. A morte de Siffert, causada por falhas nos extintores de incêndio, catalisou mudanças profundas na segurança do automobilismo. A partir de seu acidente, tornaram-se obrigatórios os extintores de bordo e o sistema de ar pressurizado para os capacetes dos pilotos, medidas que salvaram inúmeras vidas nas décadas seguintes. Seu funeral na Suíça atraiu 50 mil pessoas, e um Porsche 917 Gulf liderou o cortejo pelas ruas de Friburgo, selando a memória de um piloto que, mesmo tendo a carreira encerrada de forma tão violenta, deixou um legado de segurança que transcende suas vitórias.
Morte
O circuito de Brands Hatch, no sudeste da Inglaterra, havia sido palco da primeira vitória de Jo Siffert na Fórmula 1, em 1968. Três anos depois, no dia 24 de outubro de 1971, o mesmo asfalto testemunhou sua morte. Durante a nona volta da corrida não válida pelo campeonato, a suspensão de seu BRM cedeu após um toque na primeira volta com Ronnie Peterson. O carro colidiu violentamente e pegou fogo. Siffert não conseguiu se libertar.
A investigação do Royal Automobile Club revelou que o piloto sofreu apenas uma fratura na perna no impacto inicial, mas morreu por inalação de fumaça. Três extintores de incêndio falharam, e os socorristas só conseguiram alcançá-lo após cinco minutos. Um dos comissários afirmou que, com os equipamentos funcionando, o resgate poderia ter ocorrido em 20 segundos. A tragédia acelerou uma reforma de segurança na Fórmula 1: extintores de bordo e sistemas de ar pressurizado para os capacetes tornaram-se obrigatórios. O funeral de Siffert, em Friburgo, reuniu 50 mil pessoas; um Gulf-Porsche 917 da equipe John Wyer liderou o cortejo pelas ruas da cidade.
Legado
A vitória no GP da Grã-Bretanha de 1968, em Brands Hatch, não foi apenas o primeiro triunfo de Jo Siffert na Fórmula 1: décadas depois, ela ainda ecoava. Na rodada final da temporada 2007–08 da A1GP, no mesmo circuito inglês, o carro da Equipe Suíça carregou a mensagem "Jo 'Seppi' Siffert – 40º Aniversário – Brands Hatch", uma homenagem pública ao piloto que colocou o país no mapa das vitórias da categoria máxima do automobilismo. Para além da F1, o legado de Siffert se consolidou nas provas de resistência, onde conquistou 14 vitórias no Campeonato Mundial, incluindo os 1000 km de Nürburgring (1968 e 1969), as 24 Horas de Daytona (1968), a Targa Florio (1970) e as 12 Horas de Sebring (1968). Sua morte trágica, em 1971, catalisou uma revisão profunda nas normas de segurança: os extintores de incêndio de bordo e o sistema de ar pressurizado para os capacetes dos pilotos tornaram-se obrigatórios. O funeral em Friburgo, na Suíça, atraiu 50 mil pessoas, e um Porsche 917 Gulf da equipe John Wyer liderou o cortejo, testemunhando o respeito que o suíço conquistara dentro e fora das pistas.
Linha do tempo
A vida em datas
1936
Nasce Jo Siffert
Nascimento em Fribourg, Switzerland.
Fribourg, Switzerland
1948
Inspiração para ser piloto
Aos 12 anos, Siffert e seu pai foram a Berna para ver o Grande Prêmio da Suíça de 1948 no circuito de Bremgarten, evento que despertou seu desejo de se tornar piloto de corridas.
Berna, Suíça
1962
Estreia na Fórmula 1
1968
Personalidade Esportiva Suíça do Ano
Recebe o prêmio de Personalidade Esportiva Suíça do Ano após suas vitórias nas 24 Horas de Daytona e no Grande Prêmio da Grã-Bretanha.
1968
Primeira vitória na F1
1971
Última corrida na F1
1971
Acidente fatal em Brands Hatch
Siffert sofre um acidente fatal na nona volta da World Championship Victory Race em Brands Hatch. A suspensão de seu BRM quebrou após um incidente na primeira volta com Ronnie Peterson. O carro pegou fogo e Siffert morreu por inalação de fumaça, pois três extintores falharam.
Brands Hatch, Reino Unido
1971
Falecimento
Morre em Brands Hatch.
Brands Hatch, United Kingdom
Galeria
Em imagens

WORLD CHAMPION SANDWICH. Siffert (Brabham-B.R.M. V8) is the meat as Surtees (Ferrari V8) leads and Clark (Lotus-Climax V8) hangs on at the rear, the three of them accelerating along the straight past the pits at Siracusa. The huge Sicilian crowd over
Unknown author Unknown author · Public domain

Monza (Italy), Monza Circuit, September 1970. The March-Ford 701 (March Engineering) of Swiss driver Joseph “Jo” Siffert in the pit lane during the weekend of XLI Italian Grand Prix of Formula One.
Muzio Photo / SAEMEC Editions (S/688) · Public domain

Targa Florio 1970 - John Wyer, Jo Siffert and Brian Redman (from left) after the podium ceremony
Unknown author Unknown author · Public domain

1969 Porsche 917 PA ex-Joseph Siffert
Brian Snelson · CC BY 2.0

Jo Siffert memorial bust outside Palexpo complexe (Geneva 1997).
Jbitte · CC BY-SA 4.0
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