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🇲🇽1940 – 1971

Rodríguez

Pedro Rodríguez

Cidade do México, 1940. Ali nasceu Pedro Rodríguez de la Vega, o mexicano que viria a ser celebrado como o maior piloto de sua geração em pista molhada. Em nove temporadas na Fórmula 1, venceu dois Grandes Prêmios e subiu ao pódio sete vezes. Mas foi na resistência que gravou seu

2Vitórias
0Poles

Ludwig Hager · CC BY-SA 4.0

Nascimento

18 de janeiro de 1940

Mexico City, Mexico

Falecimento

11 de julho de 1971

Norisring, Germany

Status atual

Falecido

Biografia

A história

Cidade do México, 1940. Ali nasceu Pedro Rodríguez de la Vega, o mexicano que viria a ser celebrado como o maior piloto de sua geração em pista molhada. Em nove temporadas na Fórmula 1, venceu dois Grandes Prêmios e subiu ao pódio sete vezes. Mas foi na resistência que gravou seu nome: venceu as 24 Horas de Le Mans de 1968 pela Ford e conquistou duas vezes as 24 Horas de Daytona pela Porsche. Sua reputação de bravura era tamanha que, na chuva, dividia a temida curva Eau Rouge lado a lado com Jo Siffert em seus Porsche 917. Morreria em 1971, aos 31 anos, em um acidente em Norisring, na Alemanha, deixando um legado que ainda hoje ecoa no automobilismo mexicano.

Origens

Pedro Rodríguez nasceu em 18 de janeiro de 1940, na Cidade do México, filho de Pedro Natalio Rodríguez e Concepción De la Vega. Tinha uma irmã mais velha, Conchita, e três irmãos mais novos: Ricardo, Federico (falecido com dois meses) e Alejandro. Aos oito anos, começou a correr de motocicleta com uma Adler de 125 cc, conquistando o campeonato nacional mexicano em 1952 e 1954. A paixão pelas duas rodas era compartilhada com o irmão Ricardo, com quem também pedalava bicicletas. Seu pai, usando fortuna pessoal, impulsionou a internacionalização dos filhos comprando ou alugando carros de corrida. Aos 15 anos, Pedro foi enviado pelo pai para a Western Military Academy, em Alton, Illinois, para aprender inglês e disciplina. Em 1955, retornou às corridas em tempo integral, competindo localmente com um Jaguar XK120 e um Porsche 1600S. Sua estreia internacional em carros aconteceu em 1957, em Nassau, Bahamas, ao volante de um Ferrari 500TR. Frequentemente, corria para o North American Racing Team (NART), de Luigi Chinetti.

O caminho até a F1

Aos 15 anos, Pedro Rodríguez foi enviado pelo pai para a Academia Militar de Western, em Illinois, nos Estados Unidos, para aprender inglês e disciplina. Antes disso, já era campeão mexicano de motociclismo, em 1952 e 1954, ao lado do irmão Ricardo. A transição para os carros aconteceu em 1957, nas Bahamas, aos volante de uma Ferrari 500TR, num evento em Nassau que marcou sua estreia internacional.

O caminho para a Fórmula 1, porém, foi pavimentado com vitórias em provas de longa duração nos Estados Unidos, sempre com o suporte do North American Racing Team (NART), de Luigi Chinetti. Em 1963, venceu as 3 Horas de Daytona com uma Ferrari 250 GTO. No ano seguinte, repetiu o triunfo nos 2000 km de Daytona. Esses resultados, somados à velocidade demonstrada em provas de turismo e resistência, abriram as portas da elite do automobilismo. A estreia na Fórmula 1 veio ainda em 1963, pela Team Lotus, mas foi a consistência nas provas norte-americanas que consolidou sua reputação e lhe garantiu um assento na categoria máxima.

Carreira na F1

Entre 1963 e 1971, Pedro Rodríguez disputou 54 Grandes Prêmios de Fórmula 1 por quatro equipes: Lotus, Ferrari, Cooper-Maserati e BRM. Conquistou duas vitórias e sete pódios, sem jamais largar na pole position. A primeira vitória veio em 1967, na África do Sul, num fim de semana em que os organizadores não tinham o hino mexicano disponível – dali em diante, Rodríguez passou a viajar com uma bandeira do México e uma gravação do hino. A segunda vitória foi em Spa-Francorchamps, em 1970, sob chuva intensa, condição em que era considerado o melhor piloto de sua geração. Seu melhor resultado no campeonato foram dois sextos lugares, em 1967 e 1968. Nunca disputou um título mundial. A carreira na F1 foi marcada pela versatilidade: enquanto corria na categoria, Rodríguez também vencia corridas de endurance com a Ferrari, a Ford e a Porsche, acumulando triunfos nas 24 Horas de Le Mans (1968) e duas vezes nas 24 Horas de Daytona. A temporada de 1971 foi a última – morreu em julho daquele ano, aos 31 anos, num acidente em Norisring.

Auge

A década de 1970 foi o auge da carreira de Pedro Rodríguez, mas não na Fórmula 1. Enquanto na categoria máxima seus melhores resultados foram dois sextos lugares nos campeonatos mundiais de 1967 e 1968, foi nos carros esporte que ele atingiu o topo. Em 1970, assinou com a equipe JW-Gulf-Porsche e, ao volante do fabuloso e difícil Porsche 917, conquistou o Campeonato Mundial de Pilotos e de Construtores por dois anos consecutivos (1970 e 1971). Nesse período, tornou-se bicampeão das 24 Horas de Daytona com a Porsche. Sua reputação era a de melhor piloto de sua geração tanto na chuva como à noite, habilidade que lhe rendeu o apelido de "El ojos de gato" no mundo da Fórmula 1. Um exemplo de sua bravura ocorreu na largada das 1000 km de Spa-Francorchamps em 1970, quando ele e Jo Siffert tocaram os pneus de seus 917 na perigosa curva Eau Rouge, completamente encharcada. Rodríguez mostrou-se um piloto completo, competindo também na CanAm, NASCAR, ralis e, em 1970, tornou-se campeão americano de corridas no gelo, em Anchorage, no Alasca.

Vida pessoal

Pedro Rodríguez casou-se com Angelina Damy, no México, em 1961. Apesar do casamento, manteve nos últimos anos um relacionamento com a namorada inglesa Glenda Foreman, com quem viveu em Bray on Thames, na Inglaterra. O casal não teve filhos. Rodríguez era filho de Pedro Natalio Rodríguez e Concepción De la Vega, e cresceu na Cidade do México com uma irmã mais velha, Conchita, e três irmãos mais novos: Ricardo, Federico (falecido com dois meses de idade) e Alejandro. Aos 15 anos, seu pai o enviou para a Western Military Academy, em Alton, Illinois, para aprender inglês e desenvolver disciplina. Junto com os irmãos, foi campeão mexicano de motociclismo em 1953 e 1954. Costumava viajar sempre com uma bandeira mexicana e uma gravação do hino nacional, pois ao vencer o GP da África do Sul de 1967, os organizadores não tinham o hino mexicano e tocaram "El Jarabe Tapatío". Jo Ramírez, futuro coordenador de equipe na Fórmula 1, era amigo muito próximo de Pedro e de seu irmão Ricardo.

Depois da F1

Após o fim de sua carreira na Fórmula 1, em 1971, Pedro Rodríguez concentrou-se integralmente nas provas de resistência. Naquele ano, ele já havia conquistado o Campeonato Mundial de Pilotos e de Construtores pela equipe JW-Gulf-Porsche, pilotando o desafiador Porsche 917. Sua versatilidade o levou a competir em diversas categorias, incluindo CanAm, NASCAR e ralis, demonstrando uma adaptabilidade rara para a época. Um feito peculiar foi seu título de campeão americano de corridas sobre gelo em 1970, após um convite do Alaska Sports Car Club para uma prova em Sand Lake, Anchorage. A carreira de Rodríguez, no entanto, foi tragicamente interrompida em 11 de julho daquele mesmo ano, durante uma prova da Interserie em Norisring, Nuremberg, Alemanha Ocidental. Ao volante de uma Ferrari 512 M, um pneu dianteiro direito soltou-se na 12ª volta, fazendo o carro colidir contra um muro e incendiar-se. Rodríguez morreu pouco depois de ser retirado dos destroços.

Morte

Morreu como viveu: atrás do volante, em alta velocidade, em uma pista que não perdoa. Pedro Rodríguez perdeu a vida em 11 de julho de 1971, durante uma prova de sport-protótipos da Interserie em Norisring, Nuremberg, Alemanha Ocidental. Aos 31 anos, pilotava uma Ferrari 512 M da equipe Herbert Müller Racing, a mesma de seu amigo e companheiro de equipe na Targa Florio daquele ano.

Testemunhas oculares, fotógrafos à beira da pista, notaram já na décima volta que o pneu dianteiro direito do carro se desprendia da roda sob a forte freada para uma curva fechada em S. Duas voltas depois, na décima segunda, o pneu soltou-se por completo. O carro perdeu o controle, chocou-se contra um muro, ricocheteou para o outro lado da pista e pegou fogo. Rodríguez foi retirado dos destroços, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois.

Sua morte repentina silenciou o automobilismo mexicano e encerrou abruptamente a carreira de um dos pilotos mais completos de sua geração.

Legado

O primeiro hairpin do circuito de Daytona leva seu nome. Em 1973, o Autódromo Magdalena Mixhuca, na Cidade do México, foi rebatizado como Autódromo Hermanos Rodríguez, em homenagem a ele e ao irmão Ricardo. Considerado o melhor piloto de sua geração tanto na chuva quanto à noite, ganhou o apelido de "El ojos de gato" na Fórmula 1. Em 1970, venceu o campeonato americano de corridas sobre gelo no Alasca. Sua reputação de bravura era tamanha que, na largada dos 1000 km de Spa-Francorchamps em 1970, ele e Jo Siffert tocaram rodas na temida curva Eau Rouge, molhada, a bordo de seus Porsche 917. Em 2016, um estudo acadêmico de modelagem matemática o classificou como o 24º melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Quarenta e cinco anos após sua morte, em 2013, o mexicano Ricardo González venceu a classe LMP2 nas 24 Horas de Le Mans e declarou Rodríguez seu herói. Uma placa de bronze foi colocada em julho de 2006 no local do acidente em Nuremberg, por esforços de amigos e familiares com as autoridades alemãs.

Linha do tempo

A vida em datas

  1. 1940

    Nasce Pedro Rodríguez

    Nascimento em Mexico City, Mexico.

    Mexico City, Mexico

  2. 1953

    Campeão mexicano de motociclismo

    Pedro e seu irmão Ricardo tornam se campeões nacionais mexicanos de motociclismo.

    Cidade do México, México

  3. 1954

    Bicampeão mexicano de motociclismo

    Conquista o bicampeonato nacional mexicano de motociclismo.

    Cidade do México, México

  4. 1955

    Retorno às corridas em tempo integral

    Aos 15 anos, retorna às corridas em tempo integral, competindo localmente com um Jaguar XK120 e um Porsche 1600S.

    Cidade do México, México

  5. 1957

    Estreia internacional em carros

    Faz sua estreia internacional em carros em Nassau, pilotando uma Ferrari.

    Nassau, Bahamas

  6. 1961

    Casamento com Angelina Damy

    Casa se com Angelina Damy no México.

    Cidade do México, México

  7. 1962

    Morte do irmão Ricardo

    Seu irmão mais novo, Ricardo, morre em um acidente durante o primeiro dia de treinos do Grande Prêmio do México. Pedro considera se aposentar das corridas.

    Cidade do México, México

  8. 1963

    Estreia na Fórmula 1

  9. 1967

    Primeira vitória na F1

  10. 1970

    Ingressa na JW Gulf Porsche

    Após muitos anos correndo com a Ferrari em carros esporte, assina com a equipe JW Gulf Porsche, com a qual conquista o Campeonato Mundial de Pilotos e Construtores em 1970 e 1971.

  11. 1970

    Campeão americano de corridas no gelo

    Vence o campeonato americano de corridas no gelo em Sand Lake, Anchorage, a convite do Alaska Sports Car Club.

    Anchorage, Estados Unidos

  12. 1971

    Última corrida na F1

  13. 1971

    Falecimento

    Morre em Norisring.

    Norisring, Germany

  14. 1973

    Autódromo renomeado Hermanos Rodríguez

    O Autódromo Magdalena Mixhuca, na Cidade do México, é renomeado Autódromo Hermanos Rodríguez em homenagem a Pedro e seu irmão Ricardo.

    Cidade do México, México

  15. 2006

    Placa comemorativa em Nuremberg

    Uma placa de bronze é colocada no local do acidente em Nuremberg, 35 anos após sua morte, por esforços de amigos, familiares e autoridades alemãs.

    Nuremberg, Alemanha

Galeria

Collectie / Archief : Fotocollectie Anefo Reportage / Serie : Grote Prijs van Nederland Formule I wagen, Zandvoort Beschrijving : Jacky Ickx (r) en Pedro Rodriguez Datum : 20 juni 1971 Locatie : Noord-Holland, Zandvoort Trefwoorden : autosport, circu

Collectie / Archief : Fotocollectie Anefo Reportage / Serie : Grote Prijs van Nederland Formule I wagen, Zandvoort Beschrijving : Jacky Ickx (r) en Pedro Rodriguez Datum : 20 juni 1971 Locatie : Noord-Holland, Zandvoort Trefwoorden : autosport, circu

Anefo · CC0

John Fitch, center, with Pedro Rodriguez and Chuck Daigh Lime Rock Formula Libre 1959

John Fitch, center, with Pedro Rodriguez and Chuck Daigh Lime Rock Formula Libre 1959

Doncooke2 · CC0

Commemorative plaque for Pedro Rodríguezat at the Norisring (Nuremberg, bridge parapet of Beuthener Straße over Hans-Kalb-Strasse)

Commemorative plaque for Pedro Rodríguezat at the Norisring (Nuremberg, bridge parapet of Beuthener Straße over Hans-Kalb-Strasse)

Ludwig Hager · CC BY-SA 4.0

Estatísticas

Os números

GPs disputados54
Vitórias2
Pódios7
Poles0
Voltas mais rápidas0
Pontos71
Títulos mundiais0
Melhor resultado

Pontos por temporada

Todos os GPs

Família

Os mais próximos

Irmão
  • Ricardo Rodríguez de la Vega

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