Kumla, Suécia, 2 de setembro de 1990. Nascia ali Marcus Thorbjörn Ericsson, o sueco que passaria cinco temporadas na Fórmula 1 sem jamais subir ao pódio, mas que encontraria nos Estados Unidos a consagração que o automobilismo europeu lhe negou. Entre 2014 e 2018, disputou 97 GPs por Caterham e Sauber – um período de fundo de grid, sem vitórias, sem poles, sem pontos que mudassem sua trajetória. Em 2019, cruzou o Atlântico. Três anos depois, venceu as 500 Milhas de Indianápolis pela Chip Ganassi Racing, o feito que redefiniu seu legado. Hoje corre pela Andretti Global na IndyCar, carregando o número 9 e a certeza de que o melhor de sua carreira veio depois da F1.

Ericsson
Marcus Ericsson
Kumla, Suécia, 2 de setembro de 1990. Nascia ali Marcus Thorbjörn Ericsson, o sueco que passaria cinco temporadas na Fórmula 1 sem jamais subir ao pódio, mas que encontraria nos Estados Unidos a consagração que o automobilismo europeu lhe negou. Entre 2014 e 2018, disputou 97 GPs
Michael Barera · CC BY-SA 4.0
Nascimento
2 de setembro de 1990
Kumla, Sweden
Status atual
Residência atual: Indianapolis, United States
Biografia
A história
Origens
Marcus Ericsson nasceu em 2 de setembro de 1990, na cidade de Kumla, na Suécia, e cresceu em uma família com forte ligação com o automobilismo. Seu irmão mais novo, Hampus, também seguiu a carreira de piloto, e Ericsson mais tarde assumiu o papel de mentor e empresário do irmão. O interesse de Marcus pelo esporte a motor começou cedo, e ele iniciou sua trajetória no kart ainda na infância, competindo em categorias de base na Suécia e em outros países europeus. Foi nesse período que ele começou a construir os fundamentos que o levariam às categorias de fórmula e, eventualmente, à Fórmula 1. Embora os detalhes sobre seus pais e o ambiente familiar imediato não sejam extensivamente documentados nas fontes disponíveis, a presença do irmão mais novo no mesmo esporte indica um ambiente familiar que apoiou e incentivou a paixão pelo automobilismo desde cedo.
O caminho até a F1
Marcus Ericsson começou no kart ainda criança, na Suécia, e rapidamente se destacou nas categorias de base europeias. Em 2007, aos 16 anos, foi campeão do Campeonato Britânico de Fórmula BMW, um trampolim clássico para jovens talentos. No ano seguinte, terminou em quinto na Fórmula 3 Japonesa antes de retornar à Europa. A consagração nas categorias de acesso veio em 2009, quando conquistou o título do Campeonato Japonês de Fórmula 3. Em 2010, subiu para a GP2 Series (atual Fórmula 2), onde competiu por quatro temporadas. Seu melhor resultado na categoria foi o sexto lugar no campeonato de 2013, pilotando pela DAMS, com duas vitórias naquele ano. Esse desempenho, combinado com seu patrocínio e consistência, abriu as portas para a Fórmula 1: em 2014, ele assinou com a equipe Caterham, tornando-se o primeiro sueco a correr na categoria desde Stefan Johansson em 1991.
Carreira na F1
Marcus Ericsson estreou na Fórmula 1 em 2014 pela equipe Caterham, então uma das escuderias mais frágeis do grid. Em duas temporadas com o time britânico, somou 97 largadas na categoria sem jamais alcançar o topo do pódio — na verdade, jamais subiu ao pódio, não conquistou poles nem voltas mais rápidas. O melhor resultado foi um nono lugar no GP da Austrália de 2015, ainda pela Caterham. Quando a equipe faliu no final daquele ano, Ericsson migrou para a Sauber, onde correu de 2016 a 2018. Na Sauber, o sueco viveu o auge de sua passagem pela F1: foi oitavo no GP do Bahrein de 2017 e nono no GP da Itália de 2018, resultados modestos para os padrões da elite, mas que representavam o teto de um carro pouco competitivo. Ao fim de 2018, com zero vitórias, zero pódios e zero pontos em várias temporadas, Ericsson deixou a Fórmula 1. Sua carreira na categoria durou cinco anos, por duas equipes, e produziu números que o colocam entre os pilotos que passaram pelo grid sem deixar marcas estatísticas expressivas.
Auge
Vida pessoal
Irmão mais novo de Marcus, Hampus Ericsson também seguiu carreira no automobilismo. O sueco mais velho assumiu um papel de mentor e treinador, além de gerenciar a carreira do irmão. Fora das pistas, Marcus é casado com Iris Tritsaris Jondahl. O casal reside em Indianápolis, cidade-sede das 500 Milhas, prova que o piloto venceu em 2022 e que se tornou central em sua trajetória na IndyCar Series.
Depois da F1
Após deixar a Fórmula 1 ao final de 2018, com 97 largadas e nenhum ponto conquistado nas últimas duas temporadas pela Sauber, Marcus Ericsson encontrou na IndyCar Series uma segunda vida no automobilismo profissional. Estreou em 2019 pela Schmidt Peterson Motorsports e, no ano seguinte, foi contratado pela Chip Ganassi Racing, uma das equipes mais tradicionais da categoria. Foi com a Ganassi que o sueco alcançou o ápice de sua carreira: a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis de 2022, um feito que o colocou no seleto grupo de vencedores da prova mais icônica do automobilismo mundial. No ano seguinte, repetiu o bom desempenho ao terminar o campeonato na segunda posição. Em 2024, Ericsson mudou-se para a Andretti Global, onde segue competindo. O piloto mantém residência em Indianápolis, cidade-sede da lendária corrida que venceu.
Onde está hoje
Hoje, Marcus Ericsson vive em Indianápolis, cidade que se tornou sua base desde que migrou em definitivo para a IndyCar Series. Pela Andretti Global, equipe que defende desde 2024, o sueco mantém-se na elite do automobilismo americano, onde já acumula quatro vitórias e onze pódios — incluindo a consagração nas 500 Milhas de Indianápolis de 2022 e o vice-campeonato da categoria em 2023. Fora das pistas, Ericsson atua como técnico e mentor do irmão mais novo, Hampus Ericsson, também piloto de corridas, a quem gerencia a carreira. Casado com Iris Tritsaris Jondahl, o piloto de 34 anos divide-se entre a rotina de competições nos Estados Unidos e o trabalho de desenvolvimento do irmão, mantendo-se conectado ao esporte que o projetou da Fórmula 1 — onde correu por Caterham e Sauber entre 2014 e 2018 — ao topo do automobilismo de monopostos americano.
Legado
A curta passagem de Marcus Ericsson pela Fórmula 1, com 97 largadas entre 2014 e 2018, não produziu pódios, vitórias ou pontos que justificassem um legado duradouro na categoria. Sua trajetória por Caterham e Sauber o consolidou como um piloto sólido e confiável, mas sem o brilho necessário para marcar uma era. O verdadeiro legado de Ericsson, no entanto, foi construído longe dos holofotes da F1. Sua maior contribuição para o automobilismo mundial veio nas 500 Milhas de Indianápolis de 2022, vitória que o imortalizou como o primeiro sueco a vencer a prova. Esse feito, somado a um vice-campeonato em 2023, redefiniu sua carreira e o transformou em uma figura de destaque na IndyCar Series, onde desde 2024 corre pela Andretti Global. Se na Fórmula 1 ele foi um coadjuvante, nas pistas americanas Ericsson encontrou o palco para construir um legado de vencedor.
Linha do tempo
A vida em datas
1990
Nasce Marcus Ericsson
Nascimento em Kumla, Sweden.
Kumla, Sweden
2014
Estreia na Fórmula 1
2018
Última corrida na F1
2019
Transição para a IndyCar Series
Após deixar a Fórmula 1, Ericsson estreia na IndyCar Series pela Schmidt Peterson Motorsports, iniciando sua carreira nos Estados Unidos.
2020
Ingressa na Chip Ganassi Racing
Ericsson assina com a Chip Ganassi Racing para a temporada de 2020 da IndyCar, equipe pela qual conquistaria suas principais vitórias.
2022
Vence as 500 Milhas de Indianápolis
Marcus Ericsson vence as 500 Milhas de Indianápolis de 2022 pela Chip Ganassi Racing, sua primeira vitória na IndyCar Series.
Indianápolis, Estados Unidos
2024
Muda para a Andretti Global
Ericsson deixa a Chip Ganassi Racing e assina com a Andretti Global para a temporada de 2024 da IndyCar Series.
Galeria
Em imagens

Marcus Ericsson during the second race of the 2024 Hy-Vee Milwaukee Mile 250s at the Milwaukee Mile in West Allis , Wisconsin ( United States ).
Michael Barera · CC BY-SA 4.0

Marcus Ericsson during IndyCar qualifying before the 2024 Hy-Vee Milwaukee Mile 250s at the Milwaukee Mile in West Allis , Wisconsin ( United States ).
Michael Barera · CC BY-SA 4.0

The pace lap before the 2025 XPEL Grand Prix at Road America at Road America near Elkhart Lake , Wisconsin ( United States ).
Michael Barera · CC BY-SA 4.0
Estatísticas
Os números
Pontos por temporada
Todos os GPs
Onde está hoje
A vida hoje
Residência: Indianapolis, United States
coaching
coach and mentor for his brother Hampus Ericsson
Atua como técnico e mentor de seu irmão mais novo, Hampus Ericsson, que também é piloto de corridas, além de gerenciar sua carreira.
en.wikipedia.orgAndretti Global
IndyCar Series driver
Atualmente compete na IndyCar Series pela equipe Andretti Global, onde corre desde 2024.
en.wikipedia.org
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