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🇸🇪1944 – 1978

Peterson

Ronnie Peterson

Örebro, Suécia, 1944. Numa pequena cidade industrial a oeste de Estocolmo, nasceu Bengt Ronnie Peterson, o piloto que a Fórmula 1 conheceria como “O Sueco Voador”. Em nove temporadas, Peterson conquistou dez vitórias e 26 pódios, pilotando para March, Lotus e Tyrrell. Foi vice-ca

10Vitórias
14Poles

ΣΙΓΜΑ , bearbeitet von Lämpel · Public domain

Nascimento

14 de fevereiro de 1944

Örebro, Sweden

Falecimento

11 de setembro de 1978

Milan, Italy

Status atual

Falecido

Biografia

A história

Örebro, Suécia, 1944. Numa pequena cidade industrial a oeste de Estocolmo, nasceu Bengt Ronnie Peterson, o piloto que a Fórmula 1 conheceria como “O Sueco Voador”. Em nove temporadas, Peterson conquistou dez vitórias e 26 pódios, pilotando para March, Lotus e Tyrrell. Foi vice-campeão mundial em 1971 e 1978, mas nunca alcançou o título, tornando-se um dos maiores nomes a não levantar o troféu. Sua carreira foi interrompida de forma trágica no Grande Prêmio da Itália de 1978, em Monza, quando um acidente na largada o levou a um hospital em Milão, onde morreu no dia seguinte, vítima de uma embolia causada pelas múltiplas fraturas nas pernas. Tinha 34 anos.

Origens

Peterson nasceu em 14 de fevereiro de 1944, no bairro de Almby, em Örebro, na Suécia. Desde muito jovem, desenvolveu seu estilo de pilotagem competindo no kart, modalidade na qual rapidamente ascendeu ao topo do kartismo europeu antes de migrar para os carros de corrida. Sua trajetória precoce no esporte a motor o moldou como um dos pilotos mais promissores de sua geração, abrindo caminho para uma carreira que o levaria à Fórmula 1 a partir de 1970.

O caminho até a F1

Aos 14 anos, Ronnie Peterson já dominava o kart sueco. Em 1963, conquistou o título nacional e, no ano seguinte, o campeonato escandinavo, antes de se aventurar no cenário europeu. A transição para os monopostos foi rápida: em 1966, estreou na Fórmula 3 sueca e, em 1968, venceu o campeonato nacional da categoria. O desempenho chamou a atenção da March, que o contratou para a Fórmula 2 em 1969. Naquele ano, Peterson venceu corridas importantes, como o Grande Prêmio de Mônaco de F2, e foi vice-campeão europeu. A temporada de 1970 foi decisiva: ele dominou a Fórmula 2, vencendo o campeonato com autoridade e conquistando o título da Tasman Series. A March, então, ofereceu-lhe um cockpit na Fórmula 1 para a temporada de 1970, ao lado de Jackie Stewart. A porta para a elite do automobilismo se abria.

Carreira na F1

Dez vitórias, 26 pódios, 14 poles e dois vice-campeonatos mundiais. A trajetória de Ronnie Peterson na Fórmula 1, entre 1970 e 1978, foi a de um dos pilotos mais rápidos e admirados de sua geração, mas também a de um talento que nunca conseguiu o título que seu ritmo merecia. Estreou pela March, equipe com a qual surpreendeu ao terminar em segundo lugar no campeonato já em 1971, aos 27 anos. Após temporadas alternando entre a própria March e a Tyrrell, Peterson encontrou seu ápice ao lado de Mario Andretti na Team Lotus. Em 1978, pilotando o revolucionário Lotus 79 com efeito solo, o sueco conquistou duas vitórias e liderou a briga pelo título até a última corrida da temporada. Mas o campeonato, decidido no trágico Grande Prêmio da Itália em Monza, ficou com Andretti. Peterson, que largara em terceiro com um carro reserva, envolveu-se no acidente que lhe custaria a vida no dia seguinte.

Auge

O piloto sueco Ronnie Peterson viveu seu auge competitivo entre 1971 e 1978, período em que disputou dois campeonatos mundiais e acumulou números que o colocam entre os maiores sem título. Em 1971, pela March, ele conquistou cinco poles e duas vitórias, terminando o ano como vice-campeão atrás de Jackie Stewart. Dois anos depois, já na Lotus, somou mais quatro triunfos e garantiu o terceiro lugar no campeonato. O ponto mais alto, porém, veio em 1978, sua última temporada. Guiando o Lotus 79, Peterson venceu duas corridas – África do Sul e Áustria – e subiu ao pódio em oito ocasiões. A consistência o levou novamente ao vice-campeonato, desta vez atrás de Mario Andretti, seu companheiro de equipe. Ao todo, foram dez vitórias, 26 pódios e 14 poles em 123 largadas. Apesar de nunca ter conquistado o título, Peterson é lembrado como um dos pilotos mais rápidos e completos de sua geração.

Vida pessoal

Ronnie Peterson casou-se com a ex-modelo Barbro Edwardsson em abril de 1975, e no mesmo ano nasceu a única filha do casal, Nina Louise, nomeada em homenagem à viúva de Jochen Rindt. A família vivia na Suécia, mas a rotina era marcada pelas constantes viagens exigidas pelo calendário da Fórmula 1. Peterson era descrito por colegas como um piloto de temperamento reservado, mas de uma gentileza que contrastava com a agressividade que mostrava nas pistas. A tragédia em Monza, em setembro de 1978, destruiu a estrutura familiar. Barbro jamais se recuperou psicologicamente da perda do marido. Nove anos depois, em 19 de dezembro de 1987, ela tirou a própria vida. Foi enterrada ao lado de Ronnie no túmulo da família Peterson em Örebro. A filha, Nina, tornou-se a guardiã da memória do pai, tendo inaugurado o museu oficial de Ronnie Peterson na cidade natal em 2008 e participado do documentário Superswede (2017).

Depois da F1

A morte de Ronnie Peterson no GP da Itália de 1978 encerrou abruptamente uma carreira que ainda não havia atingido o auge. Ele tinha 34 anos. Nos anos seguintes, as consequências jurídicas e humanas do acidente se desdobraram lentamente. Em 1981, um tribunal italiano inocentou tanto o diretor de prova Gianni Restelli quanto o piloto Riccardo Patrese das acusações de homicídio culposo relacionadas ao ocorrido. A viúva de Peterson, Barbro, ex-modelo com quem ele era casado desde 1975 e com quem teve uma filha, Nina Louise, nunca se recuperou do trauma. Em 19 de dezembro de 1987, ela tirou a própria vida e foi enterrada ao lado do marido no túmulo da família Peterson em Örebro. A memória do piloto, no entanto, permaneceu viva. Em 1979, George Harrison o homenageou com a canção "Faster". Uma estátua de Peterson foi erguida em Örebro, e um museu dedicado a ele foi inaugurado por sua filha em 2008, embora tenha fechado no ano seguinte por falta de financiamento público. Em 2017, o documentário Superswede revisitou sua trajetória com depoimentos de contemporâneos como Mario Andretti e Niki Lauda.

Morte

O Grande Prêmio da Itália de 1978, em Monza, começou de forma desastrosa para Ronnie Peterson. Durante os treinos, ele danificou seu Lotus 79 além do reparo imediato e machucou as pernas. O carro reserva da equipe era adaptado para Mario Andretti, e Peterson, mais alto, não se acomodava. A equipe recorreu então a um Lotus 78, modelo do ano anterior, que mal havia sido mantido na temporada.

Na largada, o uso inédito de um semáforo causou confusão: a luz verde foi acionada antes que os carros das últimas filas tivessem parado após a volta de apresentação. O efeito sanfona resultou em um choque em massa na primeira chicane. O Lotus de Peterson foi lançado contra o guard-rail, pegando fogo. James Hunt, Clay Regazzoni e Patrick Depailler o retiraram das chamas consciente, com graves ferimentos nas pernas.

No hospital, os raios-X revelaram cerca de 27 fraturas. Durante a noite, Peterson desenvolveu uma embolia gordurosa, que levou a uma falência múltipla dos órgãos. Ele foi declarado morto às 9h55 do dia 11 de setembro de 1978, aos 34 anos. A corrida foi vencida por Andretti, que conquistou o título. O diretor de prova, Gianni Restelli, e o piloto Riccardo Patrese foram julgados por homicídio culposo, mas absolvidos em 1981.

Legado

O sueco que nunca conquistou o título, mas que muitos consideram o melhor piloto da história do país. Peterson é lembrado como um dos maiores talentos da Fórmula 1 a não vencer o campeonato. Um estudo acadêmico de 2016, que modelou matematicamente a influência relativa de piloto e máquina, classificou-o como o 21º melhor piloto de todos os tempos e o sexto melhor entre os que jamais foram campeões. Sua morte trágica gerou desdobramentos legais: o piloto Riccardo Patrese e o diretor de prova Gianni Restelli foram julgados na Itália por homicídio culposo, mas absolvidos em 1981. A memória de Peterson é cultuada em Örebro, sua cidade natal, onde uma estátua de Richard Brixel o homenageia. O Ronnie Peterson Museum, inaugurado por sua filha Nina em 2008, fechou as portas no ano seguinte por falta de financiamento público. Em 1979, o ex-Beatle George Harrison prestou-lhe tributo com a canção "Faster". Décadas depois, em 2014, o compatriota Marcus Ericsson correu o GP de Mônaco com um capacete inspirado no de Peterson, repetindo o gesto na vitória das 500 Milhas de Indianápolis de 2022.

Linha do tempo

A vida em datas

  1. 1944

    Nasce Ronnie Peterson

    Nascimento em Örebro, Sweden.

    Örebro, Sweden

  2. 1970

    Estreia na Fórmula 1

  3. 1973

    Primeira vitória na F1

  4. 1975

    Nascimento da filha Nina Louise

    Nasce Nina Louise, filha de Ronnie Peterson e sua esposa Barbro. O nome foi escolhido em homenagem a Nina Rindt, viúva do piloto Jochen Rindt.

  5. 1978

    Última corrida na F1

  6. 1978

    Acidente fatal no GP da Itália

    Durante a largada do GP da Itália em Monza, Peterson sofre um grave acidente na primeira chicane. Seu Lotus bate no guard-rail e pega fogo. Ele é resgatado com graves ferimentos nas pernas.

    Monza, Itália

  7. 1978

    Falecimento

    Morre em Milan.

    Milan, Italy

  8. 1979

    Tributo de George Harrison

    George Harrison lança a música e o videoclipe 'Faster' em homenagem a Ronnie Peterson.

  9. 1981

    Absolvição no tribunal italiano

    Riccardo Patrese e o diretor de prova Gianni Restelli são absolvidos das acusações relacionadas à morte de Peterson em um tribunal criminal italiano.

  10. 1987

    Suicídio da viúva Barbro

    Barbro Peterson, viúva de Ronnie, comete suicídio. Ela é enterrada ao lado do marido no túmulo da família Peterson em Örebro.

    Örebro, Suécia

  11. 2008

    Inauguração do Museu Ronnie Peterson

    O Museu Oficial Ronnie Peterson é inaugurado em Örebro pela filha de Ronnie, Nina Kennedy. O museu fecha em outubro de 2009 por falta de financiamento.

    Örebro, Suécia

  12. 2017

    Lançamento do filme 'Superswede'

    O documentário 'Superswede: A film about Ronnie Peterson', dirigido por Henrik Jansson-Schweizer, é lançado com a participação de Mario Andretti, Emerson Fittipaldi e Niki Lauda.

Galeria

The helmet of Ronnie Peterson, the driver from Örebro in Sweden, winner of 10 Formula 1 Grand Prix, vice-world champion in 1971 and 1978 (posthumously), considered one of the most spectacular drivers and the most talented of his generation.

The helmet of Ronnie Peterson, the driver from Örebro in Sweden, winner of 10 Formula 1 Grand Prix, vice-world champion in 1971 and 1978 (posthumously), considered one of the most spectacular drivers and the most talented of his generation.

Rundvald · CC BY-SA 4.0

The podium of the 1966 CIK-FIA World Championship at Copenhagen on 25 September 1966. From left-to-right: Leif Engström, Susanna Raganelli, Ronnie Peterson.

The podium of the 1966 CIK-FIA World Championship at Copenhagen on 25 September 1966. From left-to-right: Leif Engström, Susanna Raganelli, Ronnie Peterson.

Unknown author Unknown author · Public domain

Signatur Ronnie Peterson

Signatur Ronnie Peterson

ΣΙΓΜΑ , bearbeitet von Lämpel · Public domain

Estatísticas

Os números

GPs disputados123
Vitórias10
Pódios26
Poles14
Voltas mais rápidas0
Pontos206
Títulos mundiais0
Melhor resultado

Pontos por temporada

Todos os GPs

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