Ele estreou na Fórmula 1 em 1974 pilotando uma March, mas foi fora dos monopostos que Hans-Joachim Stuck gravou seu nome na história do automobilismo. Filho do lendário piloto Hans Stuck, o alemão conhecido como "Strietzel" acumulou 77 largadas na categoria principal sem jamais vencer, conquistando dois pódios entre 1974 e 1979. Sua verdadeira glória veio nas pistas de endurance: venceu as 24 Horas de Le Mans em 1986 e 1987 pela Porsche e dividiu o título mundial de pilotos de resistência em 1985. Nas pistas de turismo, faturou o campeonato alemão de DTM em 1990, completando uma carreira multifacetada que atravessou décadas.

Stuck
Hans-Joachim Stuck
Ele estreou na Fórmula 1 em 1974 pilotando uma March, mas foi fora dos monopostos que Hans-Joachim Stuck gravou seu nome na história do automobilismo. Filho do lendário piloto Hans Stuck, o alemão conhecido como "Strietzel" acumulou 77 largadas na categoria principal sem jamais v
Gillfoto · CC BY-SA 3.0
Nascimento
31 de dezembro de 1950
Status atual
Vivo
Biografia
A história
Origens
Hans-Joachim Stuck nasceu em 31 de dezembro de 1950, filho do lendário piloto alemão Hans Stuck, vencedor de corridas de montanha e da Mille Miglia. Cresceu cercado pelo automobilismo, mas o apelido que o acompanharia por toda a carreira, "Strietzel", veio de uma tia que o chamava assim por causa de seu cabelo cacheado. Aos 14 anos, começou a competir em corridas de kart, vencendo a primeira prova que disputou. O talento precoce o levou rapidamente para os monopostos, e em 1972, aos 21 anos, tornou-se campeão alemão de Fórmula 3. A vitória no campeonato nacional abriu as portas para a Fórmula 2 e, em 1974, para a Fórmula 1, onde estreou pela equipe March.
O caminho até a F1
Aos 23 anos, Hans-Joachim Stuck já carregava um sobrenome pesado no automobilismo alemão – seu pai, Hans Stuck, fora um dos pilotos mais vitoriosos da Europa nas décadas de 1930 e 1940. Mas o filho não herdou apenas o nome. Em 1972, ele venceu o campeonato alemão de Fórmula 3, um feito que abriu as portas para a Fórmula 2 no ano seguinte. Na F2, pilotando pela equipe March, Stuck mostrou consistência e velocidade o suficiente para atrair a atenção da escuderia irmã na Fórmula 1. A estreia na categoria máxima veio em 1974, no Grande Prêmio da África do Sul, aos volante de uma March. Não houve uma temporada completa de aprendizado em categorias de base; Stuck saltou diretamente para o grid da F1 após apenas um ano na F2, impulsionado pelo título nacional de F3 e pelo prestígio do nome da família.
Carreira na F1
A estreia de Hans-Joachim Stuck na Fórmula 1 aconteceu em 1974, aos 23 anos, pilotando pela March. Em 77 largadas, espalhadas por seis temporadas, ele subiu ao pódio apenas duas vezes — terceiro lugar na Áustria em 1975 e segundo nos Estados Unidos em 1977 — e jamais conquistou uma vitória, uma pole position ou uma volta mais rápida. Sua passagem pela categoria foi marcada por trocas constantes de equipe: depois da March, Stuck competiu pela Brabham, pela Shadow e, por fim, pela ATS, sem jamais encontrar o carro ou o momento certo para transformar sua reputação de piloto veloz e agressivo em resultados consistentes no campeonato. O auge estatístico veio em 1977, quando somou seus únicos dois pódios e terminou o ano em 11º lugar na classificação geral, com oito pontos. A trajetória na F1 se encerrou em 1979, após uma temporada inteira sem marcar pontos. Embora os números pareçam modestos, Stuck construiu na endurance e nos carros de turismo a carreira que a Fórmula 1 lhe negou.
Auge
Vida pessoal
Filho do campeão europeu de subida de montanha Hans Stuck, Hans-Joachim cresceu envolto em gasolina e competição. O apelido “Strietzel” o acompanhou desde a infância. Casou-se duas vezes; com a primeira esposa teve dois filhos, Johannes e Ferdinand, este último seguindo os passos do pai como piloto. A família manteve residência na Alemanha, onde Stuck cultivou uma imagem pública de figura extrovertida e acessível, contrastando com a frieza estereotipada dos pilotos germânicos. Fora das pistas, dedicou-se ao golfe e à música, tendo gravado como cantor em algumas ocasiões. Sua personalidade franca e o bigode característico o tornaram um dos nomes mais reconhecíveis do automobilismo alemão nas décadas de 1980 e 1990.
Depois da F1
Após encerrar sua passagem pela Fórmula 1 em 1979, Stuck construiu uma segunda carreira ainda mais vitoriosa nos carros de turismo e na resistência. Em 1985, conquistou o Campeonato Mundial de Endurance de Pilotos, título dividido com Derek Bell. Nos dois anos seguintes, venceu as 24 Horas de Le Mans, em 1986 e 1987, ambas a bordo de um Porsche 962C. Em 1990, coroou sua trajetória no automobilismo de longa duração ao vencer o Deutsche Tourenwagen Meisterschaft (DTM), o campeonato alemão de turismo. Após pendurar o capacete, permaneceu ligado ao esporte como embaixador da Porsche e comentarista em transmissões de corridas na televisão alemã. Também atuou como presidente do clube de automobilismo histórico AvD (Automobilclub von Deutschland). Em 2019, foi homenageado no Festival da Velocidade de Goodwood, pilotando o Porsche 917 que marcou época. Vive entre a Alemanha e a Áustria, onde mantém contato frequente com o circuito de Salzburgring.
Onde está hoje
Aos 74 anos, Hans-Joachim Stuck mantém uma rotina ativa que mistura nostalgia e negócios. Ele vive entre a Alemanha e o Tirol austríaco, onde participa de eventos de carros históricos e corridas de endurance vintage, frequentemente ao volante de Porsches clássicos. Além disso, Stuck é presença constante em convenções e encontros de colecionadores, onde sua história como bicampeão de Le Mans (1986 e 1987) e campeão do Mundial de Endurance (1985) o transforma em uma das figuras mais requisitadas. Embora não ocupe cargos formais em equipes atuais, ele atua como consultor informal para jovens pilotos alemães que buscam orientação sobre a transição do turismo para protótipos. Sua voz grave e o humor direto, marcas registradas desde os tempos de grid, ainda ecoam nos paddocks da Europa, especialmente nos dias de corrida do DTM, categoria que venceu em 1990. Stuck não se aposentou do automobilismo — apenas trocou o capacete pelo microfone de cerimonialista em premiações e pelo papel de embaixador da marca Porsche em eventos globais.
Legado
Apesar de não ter vencido uma única corrida na Fórmula 1 em 77 largadas, Hans-Joachim Stuck construiu um legado que transcende a categoria máxima. Seu nome está gravado na história do automobilismo como um dos pilotos mais versáteis de sua geração, um feito raro em uma era de especialização crescente. Fora da F1, ele conquistou o título mundial de Endurance em 1985 e venceu duas vezes as 24 Horas de Le Mans (1986 e 1987) pela Porsche, consolidando-se como uma lenda das corridas de resistência. No turismo, venceu o Deutsche Tourenwagen Meisterschaft em 1990, provando sua adaptabilidade a qualquer tipo de máquina. Seu apelido, "Strietzel", ecoa nos boxes como sinônimo de um piloto completo, que competiu no mais alto nível por mais de duas décadas, mesmo que seus números na F1 não reflitam plenamente sua estatura no esporte.
Linha do tempo
A vida em datas
1950
Nasce Hans-Joachim Stuck
1974
Estreia na Fórmula 1
1979
Última corrida na F1
Galeria
Em imagens
![Freiburg im Breisgau: Freiburger FC gegen Bayern München [u.a. mit Paul Breitner und Hans-Joachim Stuck]](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2F8%2F89%2FFreiburg_im_Breisgau-_Freiburger_FC_gegen_Bayern_M%25C3%25BCnchen_%2528u.a._mit_Paul_Breitner_und_Hans-Joachim_Stuck%2529_-_LABW_-_Staatsarchiv_Freiburg_W_140_Nr._00050.jpeg&w=1920&q=75)
Freiburg im Breisgau: Freiburger FC gegen Bayern München [u.a. mit Paul Breitner und Hans-Joachim Stuck]
Marlis Decker · CC BY 4.0
![Monza (Italia), Autodromo Nazionale, 7 settembre 1975. XLVI Gran Premio d'Italia. Un gruppo di piloti all'entrata della variante Mirabello. Original caption : " Ecco sopraggiungere il terzo gruppo con Carlos Pace [n. 8, su Brabham-Ford BT44, ndr ], L](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2F1%2F1c%2F1975_Italian_GP_-_A_group_at_the_Mirabello_chicane.jpg&w=1920&q=75)
Monza (Italia), Autodromo Nazionale, 7 settembre 1975. XLVI Gran Premio d'Italia. Un gruppo di piloti all'entrata della variante Mirabello. Original caption : " Ecco sopraggiungere il terzo gruppo con Carlos Pace [n. 8, su Brabham-Ford BT44, ndr ], L
Fotocolors ATTUALFOTO · Public domain

2nd placed Hans-Joachim Stuck looks on as winners Davy Jones, Alexander Wurz & Manuel Reuter celebrate on the podium at the 1996 Le Mans
Martin Lee from London, UK · CC BY-SA 2.0

Hans Stuck Brands Hatch
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