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🇫🇷1991 – 1994

Comas

Érik Comas

De Romans-sur-Isère, no sudeste da França, saiu um dos pilotos mais completos de sua geração, ainda que seu nome não figure entre os vencedores da Fórmula 1. Érik Comas disputou 63 Grandes Prêmios entre 1991 e 1994, marcando sete pontos – o melhor resultado foi um quinto lugar em

0Vitórias
0Poles

Sasa21 · CC BY-SA 4.0

Nascimento

28 de setembro de 1963

Romans-sur-Isère, France

Status atual

Vivo

Biografia

A história

De Romans-sur-Isère, no sudeste da França, saiu um dos pilotos mais completos de sua geração, ainda que seu nome não figure entre os vencedores da Fórmula 1. Érik Comas disputou 63 Grandes Prêmios entre 1991 e 1994, marcando sete pontos – o melhor resultado foi um quinto lugar em casa, no GP da França de 1992. Mas foi longe dos grids da categoria máxima que ele construiu uma carreira de respeito: bicampeão do Campeonato Japonês de Gran Turismo (JGTC) em 1998 e 1999 pela Nismo, e vice-campeão absoluto nas 24 Horas de Le Mans de 2005. Antes disso, já havia sido campeão da Fórmula 3 francesa em 1988 e da Fórmula 3000 em 1990, batendo de frente com Jean Alesi. Comas não foi um fenômeno de estatísticas na F1, mas provou que talento não se mede apenas por troféus na prateleira mais alta.

Origens

Comas nasceu em 28 de setembro de 1963 em Romans-sur-Isère, no sudeste da França. Ainda jovem, iniciou sua trajetória no automobilismo pelas categorias de base, destacando-se rapidamente. Em 1988, conquistou o título da Fórmula 3 francesa, um campeonato que tradicionalmente serve como trampolim para pilotos europeus. Dois anos depois, em 1990, alcançou o posto mais alto da Fórmula 3000, a antesala da Fórmula 1. O título veio após uma disputa acirrada na temporada anterior: em 1989, Comas somou o mesmo número de pontos que Jean Alesi, mas perdeu o campeonato em uma recontagem de posições. Essa performance consolidou seu nome entre os jovens talentos franceses e abriu as portas para a categoria máxima do esporte a motor.

O caminho até a F1

O caminho de Érik Comas até a Fórmula 1 começou a se desenhar no final dos anos 1980, quando ele se destacou nas categorias de base europeias. Em 1988, o francês conquistou o título da Fórmula 3 francesa, um dos campeonatos nacionais mais competitivos da época. O desempenho o levou à Fórmula 3000 Internacional, onde, em 1989, empatou em pontos com o compatriota Jean Alesi, mas perdeu o título no critério de desempate por contagem de posições de chegada. A revanche veio no ano seguinte: em 1990, Comas dominou a temporada e sagrou-se campeão da Fórmula 3000, o principal degrau de acesso à categoria máxima do automobilismo. Esse título, somado ao seu talento comprovado nas pistas, abriu as portas da Fórmula 1. Em 1991, ele estreou pela equipe Ligier, tornando-se o mais novo piloto francês a chegar à F1 naquele momento. Aos 27 anos, Comas trazia consigo a expectativa de repetir o sucesso das categorias de base.

Carreira na F1

A estreia de Érik Comas na Fórmula 1 aconteceu em 1991, pela equipe Ligier, aos 27 anos. Em três temporadas pela equipe francesa, o ex-campeão da Fórmula 3000 teve dificuldades em se destacar com um carro pouco competitivo. Seu melhor momento viria em 1992, no GP da França em Magny-Cours, quando conquistou um quinto lugar, resultado que lhe rendeu dois pontos e se tornaria sua melhor posição de chegada na categoria. Em 1994, mudou-se para a modesta Larrousse, onde somou mais cinco pontos em 60 largadas, sem jamais alcançar um pódio, vitória, pole position ou volta mais rápida. A passagem de Comas pela F1 foi marcada por um acidente grave nos treinos para o GP da Bélgica de 1992, quando perdeu os freios e bateu violentamente. O então rival Ayrton Senna parou o próprio carro na pista e correu para socorrê-lo, um episódio que se tornou um dos gestos mais lembrados da história recente do esporte. Ao final de 1994, sem perspectivas em uma equipe de ponta, Comas deixou a Fórmula 1 com apenas sete pontos no currículo.

Auge

Vida pessoal

Em 2018, Erik Comas se casou com Raffaella Serra. Para celebrar a união, o casal produziu um vídeo divertido no qual aparece dirigindo um Lancia Stratos que reboca um trailer. O episódio, que mistura humor e a paixão do piloto por carros clássicos, dá o tom de sua vida após as pistas. Comas, que já se aventurou em ralis históricos com o próprio Stratos entre 2012 e 2017, mantém viva a relação com o automobilismo através da Comas Historic Racing, empresa que oferece a clientes a experiência de participar de ralis com sua frota de Alpines azuis. Em 2019, ele adquiriu e restaurou um dos Nissan R390 GT1 com o qual competiu nas 24 Horas de Le Mans de 1998, tornando-o legal para as ruas.

Depois da F1

Após encerrar a carreira na Fórmula 1 ao final de 1994, Comas seguiu para o Japão, onde se tornou um dos nomes mais vitoriosos do All-Japan Grand Touring Car Championship (JGTC). Pilotando um Nissan Skyline GT-R preparado pela Nismo, faturou o título da categoria GT500 em 1998 e 1999, e foi vice-campeão em 2000. Ao final da temporada de 2003, era o piloto com mais pontos na história da série, recorde depois superado por Satoshi Motoyama. Em 2004 e 2005, correu pela equipe privada Hasemi Sport, com um Nissan 350Z, e conquistou a única vitória da equipe até então, em uma prova extra no circuito da Califórnia. A partir de 2006, passou a competir no Super GT pela equipe de Masahiko Kondo. Paralelamente, criou a Comas Racing Management (CRM), empresa dedicada ao desenvolvimento de jovens pilotos franceses. Nos anos seguintes, expandiu suas atividades para o rali, vencendo a categoria de veículos elétricos do Rali de Monte Carlo em 2010 e 2011 com um Tesla Roadster, e a Carrera Panamericana em 2014 com um Studebaker. Atualmente aposentado das pistas, Comas comanda a Comas Historic Racing, que oferece passeios em ralis históricos com sua frota de Alpines azuis. Em 2019, adquiriu e restaurou um Nissan R390 GT1, tornando-o legal para uso nas ruas.

Onde está hoje

Hoje, Érik Comas vive uma segunda carreira nos ralis históricos, onde é figura habitual ao volante do seu Lancia Stratos HF. Em 2018, casou-se com Raffaella Serra, com quem celebrou a união num vídeo a bordo do mesmo modelo. O francês também é proprietário e opera a Comas Historic Racing, empresa que oferece a clientes pagantes a oportunidade de participar em eventos históricos guiando carros da sua frota de Alpines azuis. Em 2019, resgatou e restaurou um dos Nissan R390 GT1 com que correu nas 24 Horas de Le Mans de 1998, tornando-o legal para circular em estrada. Embora tenha anunciado a reforma de todas as formas de competição, continua a competir no Campeonato Europeu de Ralis Históricos, mantendo-se ligado ao desporto motorizado.

Legado

O legado de Érik Comas na Fórmula 1 é modesto em números — sete pontos em 60 largadas, sem pódios ou vitórias — mas sua verdadeira marca foi construída longe dos holofotes europeus. Ao migrar para o Japão após 1994, tornou-se uma figura central no JGTC, vencendo o título GT500 em 1998 e 1999 pela Nismo ao volante do lendário Nissan Skyline GT-R. Ao fim de 2003, era o piloto com mais pontos na história da categoria, recorde que só seria superado anos depois. Comas também deixou sua assinatura em provas de resistência, como o segundo lugar absoluto nas 24 Horas de Le Mans de 2005. Fora das pistas, fundou a Comas Racing Management, dedicada a lapidar jovens talentos franceses, e mantém viva a memória do automobilismo clássico com sua equipe de ralis históricos, pilotando um Lancia Stratos. Sua trajetória é a de um competidor que, sem jamais brilhar na elite, encontrou no ecletismo e na longevidade uma forma singular de fazer história.

Linha do tempo

A vida em datas

  1. 1963

    Nasce Érik Comas

    Nascimento em Romans-sur-Isère, France.

    Romans-sur-Isère, France

  2. 1991

    Estreia na Fórmula 1

  3. 1994

    Última corrida na F1

  4. 2006

    Problemas de saúde forçam aposentadoria

    Comas anuncia que não competirá nas três últimas corridas da temporada 2006 da Super GT devido a problemas de saúde, após ser substituído por Seiji Ara na quinta corrida em Sportsland SUGO.

  5. 2010

    Vitória no Rallye Monte Carlo de Veículos Elétricos

    Comas vence a categoria de veículos elétricos do Rallye Monte Carlo des Véhicules à Énergie Alternative com um Tesla Roadster, evento de abertura da FIA Alternative Energies Cup. Repete o feito em 2011.

    Monte Carlo, Mônaco

  6. 2014

    Vitória na Carrera Panamericana

    Comas vence a Carrera Panamericana, lendária prova de rali no México, pilotando um Studebaker.

  7. 2018

    Casamento com Raffaella Serra

    Érik Comas se casa com Raffaella Serra. Para comemorar, o casal produz um vídeo dirigindo um Lancia Stratos rebocando um trailer.

  8. 2019

    Adquire e restaura Nissan R390 GT1

    Comas adquire um dos Nissan R390 GT1 com os quais competiu nas 24 Horas de Le Mans de 1998, restaurando o carro e tornando-o legal para uso em vias públicas.

Galeria

1993 German F1 GP

1993 German F1 GP

Landmensch · CC BY-SA 4.0

Nissan Skyline GT-R 1998 All Japan GT Championship.no.23 Erik Comas, Masami Kageyama.

Nissan Skyline GT-R 1998 All Japan GT Championship.no.23 Erik Comas, Masami Kageyama.

Sasa21 · CC BY-SA 4.0

Estatísticas

Os números

GPs disputados60
Vitórias0
Pódios0
Poles0
Voltas mais rápidas0
Pontos7
Títulos mundiais0
Melhor resultado

Pontos por temporada

Todos os GPs

Onde está hoje

A vida hoje

  • Comas Historic Racing

    owner and operator

    Érik Comas é proprietário e opera a Comas Historic Racing, empresa que oferece a clientes pagantes a oportunidade de participar de ralis históricos utilizando carros de sua frota de automóveis Alpine azuis.

    en.wikipedia.org
  • other

    historic rally competitor

    Comas compete em ralis históricos com seu Lancia Stratos HF, incluindo o Campeonato Europeu de Ralis Históricos.

    es.wikipedia.org

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