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🇧🇷1996 – 1998

Rosset

Ricardo Rosset

São Paulo, 1968. Vinte e oito anos depois, Ricardo Rosset estreava na Fórmula 1 carregando o peso de ser vice-campeão da Fórmula 3000 Internacional, a antesala da categoria máxima. Entre 1996 e 1998, disputou 33 Grandes Prêmios por equipes como Footwork, Lola e Tyrrell, sem jamai

0Vitórias
0Poles

Rachmaninoff · CC BY-SA 4.0

Nascimento

27 de julho de 1968

São Paulo, Brazil

Status atual

Vivo

Biografia

A história

São Paulo, 1968. Vinte e oito anos depois, Ricardo Rosset estreava na Fórmula 1 carregando o peso de ser vice-campeão da Fórmula 3000 Internacional, a antesala da categoria máxima. Entre 1996 e 1998, disputou 33 Grandes Prêmios por equipes como Footwork, Lola e Tyrrell, sem jamais pontuar. A passagem discreta pela F1 contrastou com o sucesso anterior e com o que viria depois: três títulos da Porsche GT3 Cup Brasil (2010, 2013, 2015) e uma carreira como comentarista de rádio. Rosset não nega as dificuldades que enfrentou no auge. “Fiz o melhor que pude”, disse, anos mais tarde. “O que as pessoas falam não me incomoda.”

Origens

Ricardo Rosset nasceu em São Paulo no dia 27 de julho de 1968. Filho de uma família de classe média alta, cresceu no bairro do Morumbi. O primeiro contato com o automobilismo veio cedo, aos 14 anos, quando começou a competir no kart, uma porta de entrada clássica para pilotos brasileiros. A paixão pelas corridas rapidamente se consolidou, e ele passou a se dedicar intensamente à modalidade, construindo as bases de uma carreira que o levaria às categorias de monopostos na Europa.

O caminho até a F1

São Paulo, 1968. Antes de chegar à Fórmula 1, Ricardo Rosset construiu uma carreira sólida nas categorias de base europeias. Vice-campeão da Fórmula 3 Sul-Americana em 1992, mudou-se para a Europa e, em 1995, foi vice-campeão da International Formula 3000, a ante-sala da F1 na época. Esse resultado, obtido contra pilotos consagrados, abriu as portas para a estreia na categoria máxima em 1996, pela equipe Footwork.

Carreira na F1

Ricardo Rosset estreou na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Austrália de 1996, aos 27 anos, após um vice-campeonato na Fórmula 3000 Internacional no ano anterior. Foram 33 Grandes Prêmios ao longo de três temporadas – 1996, 1997 e 1998 – sem jamais alcançar a zona de pontuação. Sua passagem pela categoria foi marcada por dificuldades técnicas e financeiras: pilotou pela Footwork (que se tornou a problemática equipe Lola em 1997) e encerrou a carreira na Tyrrell em 1998. Em 27 largadas oficiais, não conquistou pódios, poles ou voltas mais rápidas. Apesar do retrospecto magro, Rosset nunca abandonou a convicção de que deu o melhor de si. “Fiz o melhor que pude, me esforcei ao máximo”, diria anos depois, ao comprar de volta os dois carros que pilotou na F1 – o Footwork FA17 e o Tyrrell 026 – guardando-os como testemunhos silenciosos de uma jornada que, para ele, valeu cada curva.

Auge

Vida pessoal

Após encerrar a carreira na Fórmula 1, Ricardo Rosset concentrou-se em um negócio de vestuário esportivo no Brasil. No entanto, o retorno às pistas veio em 2008, quando disputou o Campeonato Brasileiro de GT3 ao lado do cineasta Walter Salles. A dupla venceu quatro corridas com um Ford GT e terminou a temporada como vice-campeã. Motivado, Rosset comprou o chassi Footwork FA17 que guiara em 1996 e planejou ingressar numa série histórica de F1 em 2009, projeto que não se concretizou. Mais tarde, adquiriu seu Tyrrell 026 de 1998 em um leilão do eBay. Guarda ambos os carros em casa e, sobre sua passagem pela Fórmula 1, afirma: "Fiz o meu melhor, o melhor que pude. Eu me esforcei ao máximo... O que as pessoas dizem não me incomoda." Além dos negócios, tornou-se tricampeão da Porsche GT3 Cup Brasil (2010, 2013 e 2015) e, desde 2011, atua como comentarista de corridas na Rádio Jovem Pan.

Depois da F1

Depois de deixar a Fórmula 1 no fim de 1998, Rosset abandonou as pistas para se dedicar integralmente a um negócio de vestuário esportivo no Brasil. O retorno aconteceu apenas uma década depois, em 2008, quando disputou o Campeonato Brasileiro de GT3 ao lado do cineasta Walter Salles. A dupla venceu quatro corridas a bordo de um Ford GT e terminou a temporada na segunda colocação geral.

Animado com o resultado, Rosset comprou o chassi Footwork FA17 com o qual correra em 1996 e planejou ingressar numa série histórica de Fórmula 1 em 2009, mas o projeto não se concretizou. Mais tarde, adquiriu num leilão do eBay o Tyrrell 026 que guiara em 1998. Mantém ambos os carros em casa. Sobre a passagem pela categoria máxima, declarou: “Fui muito grato por ter tido a chance… Fiz o meu melhor, o melhor que pude. Me esforcei ao máximo… O que as pessoas dizem não me incomoda.”

Na pista, porém, voltou a vencer. Foi campeão da Porsche GT3 Cup Brasil em 2010, 2013 e 2015. Desde 2011, também atua como comentarista de corridas na Rádio Jovem Pan.

Onde está hoje

Trinta e três largadas na Fórmula 1, zero pontos. O que veio depois, porém, não se mede em estatísticas. Desde 2011, Rosset é voz fixa da Rádio Jovem Pan, onde comenta corridas com a autoridade de quem esteve do outro lado do capacete. Mas ele não abandonou o volante. Pelo contrário: tornou-se um dos nomes fortes da Porsche GT3 Cup Brasil, categoria que venceu em 2010, 2013 e 2015. Entre uma prova e outra, guarda em casa os dois carros que pilotou na F1 – o Footwork FA17 de 1996 e o Tyrrell 026 de 1998, este último comprado num leilão do eBay. “Fiz o meu melhor, o melhor que pude. O que as pessoas dizem, não me incomoda”, disse certa vez sobre a passagem pela categoria. Hoje, aos 56 anos, vive em São Paulo e equilibra o microfone com a pista, mantendo viva a ligação com o automobilismo sem depender do eco do passado.

Legado

O piloto de 33 GPs sem pontos, zeros nas estatísticas que definem carreiras de elite, construiu um legado que não está nos livros de recordes. Ricardo Rosset, vice-campeão da Fórmula 3000 Internacional em 1995, é lembrado como um dos exemplos mais claros do abismo entre categorias de base e a Fórmula 1. Sua passagem por Footwork e Tyrrell entre 1996 e 1998, sem jamais pontuar, tornou-se quase um arquétipo do piloto que chegou ao topo, mas não conseguiu se firmar. No entanto, sua trajetória pós-F1 ressignificou sua imagem. Ao vencer a Porsche GT3 Cup Brasil em 2010, 2013 e 2015, Rosset provou que o talento não havia desaparecido, apenas não se encaixara no ambiente da F1 da época. Hoje, ao lado do microfone da Rádio Jovem Pan, ele comenta corridas com a propriedade de quem viveu o lado mais difícil do esporte. Seu legado é o de uma carreira que, embora tenha frustrado expectativas, encontrou redenção nas pistas nacionais e na análise serena de quem já não precisa provar nada.

Linha do tempo

A vida em datas

  1. 1968

    Nasce Ricardo Rosset

    Nascimento em São Paulo, Brazil.

    São Paulo, Brazil

  2. 1995

    Vice-campeão da Fórmula 3000 Internacional

    Conquista o vice-campeonato da Fórmula 3000 Internacional, seu principal resultado antes de chegar à Fórmula 1.

  3. 1996

    Estreia na Fórmula 1

  4. 1998

    Última corrida na F1

  5. 1998

    Abandona a Fórmula 1 para focar em negócios

    Após deixar a Tyrrell no final da temporada de 1998, abandona as corridas para se concentrar em seu negócio de roupas esportivas no Brasil.

  6. 2008

    Retorno às corridas no GT3 Brasileiro

    Retorna às corridas no Campeonato Brasileiro de GT3 de 2008, fazendo parceria com o cineasta Walter Salles. Vencem quatro vezes em um Ford GT e terminam em segundo lugar na classificação geral.

  7. 2010

    Campeão da Porsche GT3 Cup Brasil

    Vence o campeonato da Porsche GT3 Cup Brasil pela primeira vez.

  8. 2011

    Torna-se comentarista na Rádio Jovem Pan

    Começa a trabalhar como comentarista de corridas na Rádio Jovem Pan, função que mantém até os dias atuais.

    São Paulo, Brasil

  9. 2013

    Bicampeão da Porsche GT3 Cup Brasil

    Conquista seu segundo título da Porsche GT3 Cup Brasil.

  10. 2015

    Tricampeão da Porsche GT3 Cup Brasil

    Conquista seu terceiro título da Porsche GT3 Cup Brasil.

Galeria

Porsche 911 GT3, from GT3 Cup Challenge, Ricardo Rosset car, number 11. On display at Iguatemi Shopping, Florianópolis.

Porsche 911 GT3, from GT3 Cup Challenge, Ricardo Rosset car, number 11. On display at Iguatemi Shopping, Florianópolis.

Rachmaninoff · CC BY-SA 4.0

Estatísticas

Os números

GPs disputados27
Vitórias0
Pódios0
Poles0
Voltas mais rápidas0
Pontos0
Títulos mundiais0
Melhor resultado

Pontos por temporada

Todos os GPs

Onde está hoje

A vida hoje

  • Porsche GT3 Cup Brasil

    piloto

    Continua correndo na Porsche GT3 Cup Brasil, onde foi campeão em 2010, 2013 e 2015.

    pt.wikipedia.org
  • Rádio Jovem Pan

    comentarista de corridas

    Atualmente trabalha como comentarista de corridas da Rádio Jovem Pan desde 2011.

    pt.wikipedia.org

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