O campeonato mundial de Fórmula 1 de 1980 coroou um australiano que havia aberto caminho a golpes de determinação e volante. Alan Stanley Jones, nascido em 1º de novembro de 1946, não era um herdeiro do automobilismo europeu. Chegou à categoria em 1975 pela Hesketh e, após passagens por equipes modestas como Embassy Hill, Surtees e Shadow, encontrou em Frank Williams o parceiro ideal. Foram doze vitórias e vinte e quatro pódios em 117 largadas, mas o título de 1980 com a Williams foi o feito que o inscreveu na história. Encerrou a carreira na F1 em 1986, deixando a imagem de um piloto de combate, capaz de extrair performance onde outros viam apenas limitação.
Jones
Alan Jones
O campeonato mundial de Fórmula 1 de 1980 coroou um australiano que havia aberto caminho a golpes de determinação e volante. Alan Stanley Jones, nascido em 1º de novembro de 1946, não era um herdeiro do automobilismo europeu. Chegou à categoria em 1975 pela Hesketh e, após passag
Nascimento
1 de novembro de 1946
Status atual
Vivo
Biografia
A história
Origens
Alan Stanley Jones nasceu em 1º de novembro de 1946, em Melbourne, Austrália. Filho do também piloto Stan Jones, que competiu na Fórmula 1 nos anos 1950, Alan cresceu em um ambiente onde o automobilismo era parte da rotina familiar. Aos 16 anos, começou a correr em karts, e logo migrou para os carros de turismo australianos. Seu pai, vencedor do Grande Prêmio da Nova Zelândia em 1954, foi uma influência direta e constante nos primeiros anos de carreira. Antes de chegar à Europa, Jones acumulou experiência em categorias locais, incluindo a Fórmula Ford australiana, onde seu estilo agressivo e preciso já chamava atenção.
O caminho até a F1
Wikipedia (en) - URL: https://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Jones_(Formula_1)
SUMMARY: Alan Stanley Jones is an Australian former racing driver and broadcaster, who competed in Formula One between 1975 and 1986. Jones won the Formula One World Drivers' Championship in 1980 with Williams, and won 12 Grands Prix across ten seasons.
SECTION (path_to_f1) "Path to Formula One": Path to Formula One
Early career
Jones began his motorsport career in Australia, racing in the local Formula Ford series. In 1970, he won the Australian Formula Ford Championship, which served as a springboard to Europe. He moved to the United Kingdom in 1970 to pursue a career in single-seater racing, competing in the British Formula Three Championship. His performances in Formula Three were solid but not spectacular, and he struggled to secure the funding needed to move up the ladder. He took a break from racing in 1972 and returned to Australia, working as a mechanic and driving a tow truck to make ends meet.
Return to Europe and break into F1
In 1974, with financial support from his father, a former racing driver, Jones returned to Europe. He raced in the European Formula Two Championship for the GRD team, achieving a podium finish at the Nürburgring. This performance caught the attention of the Hesketh Racing team, who gave him his Formula One debut at the 1975 Spanish Grand Prix. Jones qualified 17th and finished 11th in a car that was not competitive, but it was the opening he needed.
```markdown Foi o campeonato australiano de Fórmula Ford em 1970 que abriu a porta para Alan Jones. Aos 24 anos, ele cruzou o Atlântico rumo à Inglaterra, mas a Fórmula 3 britânica não lhe trouxe os resultados que o sustentariam. A falta de dinheiro o forçou a voltar para a Austrália em 1972, onde trabalhou como mecânico e dirigiu um caminhão de reboque para sobreviver. Dois anos depois, com o apoio financeiro do pai, ex-piloto, ele retornou à Europa. Na Fórmula 2, um terceiro lugar no exigente circuito de Nürburgring chamou a atenção da equipe Hesketh. Foi o suficiente: em 1975, no GP da Espanha, Jones fez sua estreia na Fórmula 1. Largou em 17º e terminou em 11º, sem pontos, mas com o pé na porta.
Carreira na F1
Alan Jones estreou na Fórmula 1 em 1975 pela Hesketh, mas foi na Williams, a partir de 1978, que encontrou seu lugar. Em 1980, com seis vitórias na temporada, conquistou o campeonato mundial, tornando-se o segundo australiano a alcançar o feito. Seu estilo agressivo e sua capacidade de extrair o máximo de carros nem sempre dominantes renderam 12 vitórias e 24 pódios em 117 largadas. Além da Williams, pilotou por equipes como Shadow, Arrows e a Lola da Haas, onde fez uma breve e malsucedida tentativa de retorno em 1985. Encerrou a carreira na F1 em 1986 com seis poles e um título, deixando a marca de um piloto que uniu força e precisão.
Auge
O título de 1980 não veio por acaso. Entre 1979 e 1981, Alan Jones não foi apenas um piloto de ponta — foi o homem a bater. Em 1979, já na Williams, venceu quatro corridas e ficou em terceiro no campeonato, mas foi em 1980 que atingiu o topo: sete vitórias em quatorze etapas, seis poles e o título de campeão mundial com 67 pontos contra 49 de Nelson Piquet. A temporada foi dominada com uma autoridade rara — venceu três corridas consecutivas (França, Grã-Bretanha e Alemanha) e selou o título em Montreal, no GP do Canadá, a duas provas do fim. Em 1981, ainda competitivo, venceu duas vezes e terminou em terceiro, mas a decisão de se aposentar ao final daquele ano — revertida depois em duas tentativas frustradas de retorno — marcou o fim abrupto de um pico que durou apenas três temporadas. Foram 12 vitórias na carreira; 11 delas vieram entre 1979 e 1981.
Vida pessoal
Alan Jones se separou da esposa Beverley no final dos anos 1980. Em 1996, iniciou um relacionamento com Amanda Butler Davis, com quem teve os gêmeos Zara e Jack, nascidos em 2001. O australiano também é pai de Camilla, nascida em 1990, e de Emma, sua filha mais velha, que tem duas filhas (nascidas em 2001 e 2004). Christian, filho adotivo de Jones, seguiu carreira no automobilismo durante as décadas de 1990 e 2000, competindo em diversas categorias.
Depois da F1
Após encerrar sua carreira na Fórmula 1 em 1986, Alan Jones não se afastou das pistas, mas sua trajetória tornou-se errática e repleta de incursões em diferentes categorias. Em 1982, dominou o Campeonato Australiano de GT ao volante de um Porsche 935, protagonizando duelos memoráveis contra Peter Brock, que são lembrados como alguns dos melhores já vistos no automobilismo australiano. No mesmo ano, montou sua própria equipe de turismo, combinando recursos de outros pilotos, mas os resultados foram inconsistentes e o projeto se desfez ao final da temporada.
Em 1984, conquistou um sexto lugar nas 24 Horas de Le Mans pela Kremer Racing, dividindo um Porsche 956B com o compatriota Vern Schuppan e o francês Jean-Pierre Jarier. No ano seguinte, foi recrutado pela recém-formada equipe Network Alfa para o campeonato australiano de turismo, pilotando um Alfa Romeo GTV6. Após algumas atuações de destaque, abandonou a campanha para tentar um retorno à Fórmula 1 com a equipe Haas Lola, sua segunda tentativa frustrada de voltar à categoria máxima.
Onde está hoje
Aos 77 anos, Alan Jones vive em sua terra natal, a Austrália, e mantém uma ligação direta com a Fórmula 1 como comentarista. Desde março de 2013, integra a equipe de transmissão da Network Ten, ao lado dos apresentadores Matthew White e do ex-piloto de MotoGP Daryl Beattie. A função lhe permite continuar próximo do circo da F1, agora de dentro dos estúdios de televisão, analisando corridas e compartilhando a perspectiva de quem venceu o campeonato mundial em 1980 pela Williams. Jones também participa ocasionalmente de eventos históricos de automobilismo, pilotando carros clássicos, e é presença frequente em encontros de colecionadores e corridas de exibição na Austrália. Sua vida atual reflete um equilíbrio entre o legado de uma carreira consagrada e uma nova fase como voz experiente do esporte.
Legado
Apenas um título de Fórmula 1 em 1980. Mas o peso desse feito, conquistado pela Williams num momento em que a equipe ainda se firmava como potência, faz de Alan Jones uma figura fundacional para o automobilismo australiano. Ele foi o segundo australiano campeão mundial, depois de Jack Brabham, e abriu caminho para uma geração que incluiria nomes como Mark Webber e Daniel Ricciardo. Suas 12 vitórias e 24 pódios em 117 largadas não são números que impressionam pelo volume, mas pela eficiência: pilotou por sete equipes diferentes, muitas delas em momentos de reconstrução, e ainda assim entregou resultados. A temporada de 1980, com seis vitórias, consolidou a Williams como força dominante. Fora da F1, sua passagem pela Porsche 935 no campeonato australiano de GT em 1982 e as batalhas com Peter Brock entraram para a mitologia local. Jones não construiu um império de recordes, mas construiu uma referência: a de que um australiano podia ser campeão mundial sem depender de circunstâncias excepcionais.
Linha do tempo
A vida em datas
1946
Nasce Alan Jones
1975
Estreia na Fórmula 1
1977
Primeira vitória na F1
1980
Campeão mundial de 1980
1982
Vence o Campeonato GT Australiano
Domina o Campeonato Australiano de GT de 1982 ao volante de um Porsche 935, incluindo duelos lendários contra Peter Brock.
1984
6º lugar nas 24 Horas de Le Mans
Termina em sexto lugar nas 24 Horas de Le Mans de 1984 com a Kremer Racing, dividindo um Porsche 956B com Vern Schuppan e Jean-Pierre Jarier.
Le Mans, França
1985
Estreia na IndyCar com pódio
Em sua única largada na IndyCar, substitui Mario Andretti na Newman/Haas Racing e termina em terceiro lugar em Road America.
Elkhart Lake, Estados Unidos
1986
Última corrida na F1
1987
Vitória no Japão com Toyota Supra
Vence uma rodada do Campeonato Japonês de Carros de Turismo em SUGO ao volante de um Toyota Supra MA70 Turbo da equipe Tom's.
Sugo, Japão
1990
Nascimento da filha Camilla
Nasce sua filha Camilla.
1993
Vice-campeão do ATCC
Termina como vice-campeão do Campeonato Australiano de Carros de Turismo de 1993 com a Glenn Seton Racing, pilotando um Ford Falcon V8.
1996
Funda a Pack Leader Racing
Forma a equipe Pack Leader Racing com os irmãos Stone, após levar o patrocinador Philip Morris da equipe Glenn Seton Racing.
2001
Nascimento dos gêmeos Zara e Jack
Nascem seus filhos gêmeos, Zara e Jack, com Amanda Butler Davis.
2002
Última corrida no Bathurst 1000
Disputa sua última corrida profissional no Bathurst 1000 de 2002 pela Dick Johnson Racing, terminando em sétimo lugar.
Bathurst, Austrália
2005
Diretor da A1 Team Austrália
Torna-se diretor da franquia australiana da A1 Grand Prix, cargo que ocupou até o encerramento da série em 2010.
2005
Lesão no pescoço impede corrida
Tenta correr no Grand Prix Masters em Kyalami, mas é forçado a desistir antes da classificação devido a dores no pescoço.
Kyalami, África do Sul
2013
Comentarista na Network Ten
Assina contrato com a Network Ten como comentarista da cobertura de Fórmula 1, juntando-se a Matthew White e Daryl Beattie.
2017
Lançamento da autobiografia
Publica sua autobiografia 'AJ: How Alan Jones Climbed to the top of Formula One', co-escrita com Andrew Clarke pela Penguin Random House.
Estatísticas
Os números
Pontos por temporada
Todos os GPs
Onde está hoje
A vida hoje
Network Ten
Formula One commentator
Desde março de 2013, é comentarista de Fórmula 1 na Network Ten, ao lado dos apresentadores Matthew White e do ex-piloto de MotoGP Daryl Beattie.
en.wikipedia.org
Pilotos relacionados








