Waiblingen, Alemanha, 1951. Foi ali que Manfred Winkelhock nasceu, o primeiro de três irmãos a seguir o caminho do automobilismo. Em 56 largadas de Fórmula 1 entre 1980 e 1985, pilotou por Arrows, ATS e RAM, conquistando um quinto lugar no GP do Brasil de 1982 como melhor resultado. Mas foi fora da F1, ao volante de um Porsche 962C, que ele alcançou seu triunfo mais expressivo: a vitória nos 1000 km de Monza em 1985. Menos de três meses depois, naquele mesmo ano, morreu em um acidente durante uma prova em Mosport Park, no Canadá. Deixou o filho Markus e os irmãos Joachim e Thomas — todos, como ele, pilotos.

Winkelhock
Manfred Winkelhock
Waiblingen, Alemanha, 1951. Foi ali que Manfred Winkelhock nasceu, o primeiro de três irmãos a seguir o caminho do automobilismo. Em 56 largadas de Fórmula 1 entre 1980 e 1985, pilotou por Arrows, ATS e RAM, conquistando um quinto lugar no GP do Brasil de 1982 como melhor resulta
Auge=mit · CC BY-SA 4.0
Nascimento
6 de outubro de 1951
Waiblingen, Germany
Falecimento
12 de agosto de 1985
Toronto
Status atual
Falecido
Biografia
A história
Origens
Manfred Winkelhock nasceu em Waiblingen, na Alemanha, em 6 de outubro de 1951. Cresceu em uma família que viria a se tornar uma dinastia do automobilismo alemão: seus irmãos, Joachim e Thomas, e mais tarde seu filho, Markus, também seguiram carreira como pilotos. Os primeiros passos de Manfred no esporte a motor não estão documentados nas fontes disponíveis, mas seu nome começou a ganhar relevância nas categorias de base europeias durante a década de 1970. A trajetória o levou a competir na Fórmula 1 a partir de 1982, mas foi nas provas de longa duração que ele encontrou seu primeiro grande sucesso, vencendo os 1000 km de Monza em 1985 ao lado de Marc Surer. A infância e juventude em Waiblingen, no entanto, permanecem como a origem de uma linhagem que marcaria o esporte.
O caminho até a F1
Nascido em Waiblingen, Alemanha, em 1951, Manfred Winkelhock iniciou sua trajetória no automobilismo nas categorias de base europeias. Antes de chegar à Fórmula 1, ele construiu sua reputação nas provas de endurance e turismo, onde demonstrava velocidade e consistência. Em 1980, estreou na categoria máxima ao volante de uma Arrows, mas foi em 1982, já pela equipe ATS, que conquistou seu melhor resultado na F1: um quinto lugar no Grande Prêmio do Brasil. Esse desempenho abriu as portas para uma carreira instável na categoria, marcada por passagens pela Brabham e, por fim, pela RAM Racing. Com 49 largadas oficiais entre 1982 e 1985, Winkelhock nunca alcançou um pódio, mas sua garra o manteve na briga por vagas em um período de intensa competitividade. Paralelamente, ele seguia ativo nos carros esportivos, onde colheu seu maior triunfo: a vitória nas 1000 Milhas de Monza em 1985, ao lado de Marc Surer.
Carreira na F1
Manfred Winkelhock estreou na Fórmula 1 em 1982 pela equipe ATS, aos 30 anos. Em 56 Grandes Prêmios, disputou 49 largadas, sem jamais alcançar o pódio. Seu melhor resultado foi um quinto lugar no Grande Prêmio do Brasil de 1982, ainda pela ATS, numa prova que marcou a estreia de turbos na categoria. Aquele ponto solitário seria o único de sua carreira na F1. Pilotou também pela Brabham e, em seus últimos anos, pela RAM Racing, equipe patrocinada pela Skoal Bandit. A temporada de 1985, a última, foi frustrante: o melhor resultado foi um 12º lugar no GP da França, em Paul Ricard. Sem vitórias, poles ou voltas mais rápidas, sua passagem pela F1 foi marcada mais pela resiliência em equipes de baixo orçamento do que por resultados expressivos. Paralelamente, destacava-se em provas de resistência, tendo vencido os 1000 km de Monza em 1985 com Marc Surer. Sua morte, em agosto daquele ano, encerrou precocemente uma trajetória que, na F1, jamais deslanchou.
Auge
Vida pessoal
Manfred Winkelhock veio de uma família profundamente ligada ao automobilismo. Seus irmãos, Joachim e Thomas, também seguiram carreira como pilotos, e seu filho, Markus Winkelhock, tornou-se mais tarde piloto de Fórmula 1 e vencedor das 24 Horas de Nürburgring. A dinastia Winkelhock é uma das mais conhecidas do automobilismo alemão, com três gerações envolvidas no esporte. Nascido em Waiblingen, na Alemanha, Manfred viveu intensamente a vida de um piloto profissional, dividindo-se entre a Fórmula 1 e as corridas de endurance, onde conquistou vitórias importantes. Sua trajetória foi interrompida de forma trágica em 1985, aos 33 anos, em um acidente durante uma prova do Mundial de Endurance no Canadá.
Depois da F1
Após o término de sua carreira na Fórmula 1, Manfred Winkelhock permaneceu ativo no automobilismo de endurance. Em 1985, conquistou uma vitória significativa ao lado de Marc Surer nos 1000 km de Monza, pilotando um Porsche 962C. Sua dedicação às provas de longa duração, no entanto, foi interrompida de forma trágica. Naquele mesmo ano, durante a etapa canadense do Campeonato Mundial de Endurance, sofreu um grave acidente na Curva 2 do circuito de Mosport Park, em Bowmanville, Ontário. O impacto ocorreu no domingo, 11 de agosto, e Winkelhock não resistiu aos ferimentos, falecendo no dia seguinte no Sunnybrook Medical Center, em Toronto. Na época, ele ainda era piloto da equipe RAM Racing na Fórmula 1, uma temporada frustrante cujo melhor resultado fora um 12º lugar no Grande Prêmio da França. Sua morte levou à contratação de Kenny Acheson, mas a falta de recursos financeiros forçou o fechamento da equipe antes do fim da temporada.
Morte
Morreu no hospital, um dia depois. Manfred Winkelhock não resistiu aos ferimentos sofridos na curva 2 de Mosport Park, no domingo, 11 de agosto de 1985, durante as 1000 km de Budweiser, prova do Mundial de Endurance. Aos 33 anos, pilotava um Porsche 962C da Kremer Racing ao lado de Marc Surer quando bateu violentamente na temida curva do circuito de Bowmanville, perto de Toronto, Canadá. Transferido para o Sunnybrook Medical Center, faleceu na segunda-feira, 12 de agosto de 1985.
Naquele momento, Winkelhock acumulava uma temporada frustrante na Fórmula 1 pela RAM Racing, patrocinada pela Skoal Bandit. Seu melhor resultado no ano havia sido um 12º lugar no GP da França, em Paul Ricard. A vaga foi ocupada pelo norte-irlandês Kenny Acheson, mas a falta de dinheiro levou a equipe a fechar as portas antes do fim da temporada. A morte interrompeu também uma carreira sólida nos carros esporte, onde vencera os 1000 km de Monza naquele mesmo ano, também com Surer.
Legado
Manfred Winkelhock deixou uma marca breve, porém duradoura, no automobilismo alemão e mundial. Sua carreira na Fórmula 1, com 49 largadas e um quinto lugar no GP do Brasil de 1982 como melhor resultado, não reflete a totalidade de seu talento. Foi nas provas de longa duração que ele brilhou com mais intensidade, vencendo os 1000 km de Monza ao lado de Marc Surer no ano de sua morte. O legado de Winkelhock, no entanto, é também familiar: seu irmão, Joachim, e seu filho, Markus, seguiram seus passos e também se tornaram pilotos de Fórmula 1, perpetuando o nome da família nos grids da categoria. Sua morte precoce, aos 33 anos, em um acidente em Mosport Park, interrompeu uma trajetória em ascensão e o transformou em uma figura trágica e lembrada com respeito por aqueles que o viram correr.
Linha do tempo
A vida em datas
1951
Nasce Manfred Winkelhock
Nascimento em Waiblingen, Germany.
Waiblingen, Germany
1982
Estreia na Fórmula 1
1985
Vitória nos 1000 km de Monza
Vence os 1000 km de Monza ao lado de Marc Surer, pilotando um Porsche 962C pela Kremer Racing.
Monza, Itália
1985
Última corrida na F1
1985
Acidente fatal em Mosport Park
Sofre um grave acidente na Curva 2 de Mosport Park durante a Budweiser 1000 km, prova do Campeonato Mundial de Endurance, pilotando um Porsche 962C pela Kremer Racing. Morre no dia seguinte no Sunnybrook Medical Center em Toronto.
Bowmanville, Canadá
1985
Falecimento
Morre em Toronto.
Toronto
Galeria
Em imagens

Manfred Winkelhock im RAM auf dem Nürburgring, Training zum GP von Deutschland
Lothar Spurzem · CC BY-SA 2.0 de

Manfred Winkelhock, #14 ATS-BMW placed 8th here. He was killed in a crash on 12 Aug 1985 in a Porsche 956 at the Budweiser 1000 km World Sportscar Championship near Toronto.
twm1340 · CC BY-SA 2.0

Manfred Winkelhock Integralhelm 1985
Auge=mit · CC BY-SA 4.0
Estatísticas
Os números
Pontos por temporada
Todos os GPs
Família
Os mais próximos
- Filho
- Markus Winkelhock
- Irmãos
- Joachim Winkelhock
- Thomas Winkelhock
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